Como é sua vida no campo? (parte 3)

Vez por outra recebemos perguntas a respeito de nosso estilo de vida. São perguntas relevantes que passam na mente de muitos ao planejar a mudança para o campo. Aqui e aqui já compartilhamos algumas dessas perguntas e as respostas que demos. Esta semana compartilhamos com você informações práticas sobre estas perguntas que recebemos recentemente:

1. Qual é o tamanho da terra de vocês? Vocês sugerem tamanho mínimo de terra, levando em conta que pretendemos tirar a subsistência do campo?

Levando em conta que a subsistência no campo, sob o nosso ponto de vista, não se refere apenas à alimentação, mas também à autossuficiência em energia, água e moradia, entendemos que isso seria possível em 1 alqueire de terra (24 mil metros quadrados). No entanto, é muito raro encontrar uma propriedade desse tamanho com todos os requisitos necessários para a autossuficiência: mina de água, reserva de mata, área apropriada para plantio, área apropriada para moradia, distância adequada de vizinhos ou estradas, etc. Assim, em geral, a fim de ter todos esses requisitos, é necessário adquirir uma propriedade maior. Nossa terra possui 6 alqueires. Nos links a seguir, compartilhamos algumas dicas para a escolha de uma propriedade:

2. Vocês moram a que distância da cidade mais próxima?

Estamos a 13 km da cidade mais próxima.

3. Vocês possuem outra renda que não seja da terra ou vocês vivem somente do que a terra produz?

Atualmente, nossa renda não provém da terra, mas dos serviços que prestamos de forma autônoma. Estamos, porém, estudando e trabalhando para realizar a transição e passar a tirar o sustento da terra. Como “caipiras da cidade” que somos essa transição precisa ser colocada em prática com planejamento. Afinal, é como abrir um novo “negócio” completamente diferente e totalmente fora de nossa área de atuação. Por isso, é importante muita análise, estudo e prática. Entre erros e acertos, temos aprendido muitas coisas sobre a autossuficiência, em especial sobre o plantio. Confiamos em Deus que em breve seremos capazes de viver da terra.

4. Qual seria o gasto mensal no campo para uma família de quatro pessoas?

Essa questão depende muito do padrão de vida de cada família. Em linhas gerais, considerando apenas o sustento da família com o conforto e serviços básicos, sem contar os gastos com as benfeitorias da propriedade e sem a dependência direta dos serviços públicos assistenciais, aproximadamente R$3 a 4 mil são suficientes. A variação desse valor é em função do aluguel e gastos escolares. Em propriedade própria e colhendo a própria comida, os gastos podem ficar abaixo de R$3 mil. Investir na autossustentabilidade reduzirá ainda mais esse patamar de gastos. Não depender do sistema pode ser um dos grandes privilégios da vida campestre.

Por Davidson e Karina Deana

Sitiantes há 10 anos

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1 Comment

  • André Luiz

    Reply Reply 9 de setembro de 2016

    Olá,Davidson e Karina. Venho acompanhando seus textos e videos com grande interesse,preciso aprender muito para poder comprar e morar no sítio,uma sugestão para autosuficiencia que deixo a todos,é comprar um sistema de painel solar para gerar energia elétrica,fica conectado ao sistema de energia da concessionária,a energia produzida de dia,que não for consumida,é passada para concessionária,gerando um crédito de energia,que você pode usar de noite,o crédito vale por 3 anos,o painel tem vida útil acima de 20 anos,vai pagar uma tarifa mínima de energia,mensalmente,pode usar também painel solar adequado ao aquecimento de agua para o banho ,em regiões mais frias,pode usar o painel com tubos a vácuo,que garante o aquecimento mesmo com pouco sol,eu mesmo já me hospedei em uma pousada em Minas Gerais que utilizava,a água fica muito quente ,sendo necessário misturar na torneira com água fria até ficar na temperatura desejada.O investimento é elevado,mas se paga com o passar dos anos,basta fazer as contas,levando em conta que as tarifas sempre aumentam de preço.Que Deus continue abençoando vocês,que tem sido um instrumento para orientar muitos que querem largar o tumulto das cidades.

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