A ineficácia das estratégias humanas

Lendo recentemente sobre a ressurreição de
Cristo, deparei-me com a prepotência e ineficácia do ser humano quando o mesmo
pretende combater a verdade. Confesso que não compreendo a insistência dos
líderes religiosos judaicos em negar a divindade de Cristo diante de tantas
evidências e sinais; mas agimos nós hoje diferentemente do que eles?
Depois da pública e irrefutável ressurreição
de Lázaro, o Sinédrio determinou que ambos, Cristo e Lázaro, deveriam ser
mortos. Incompreensível! Os líderes cumpriram o seu desígnio quanto a Cristo, e
acharam que tinham aniquilado definitivamente Aquele que lhes expunha os erros
e até mesmo as más intenções secretas do coração. Não aceitaram um Messias que
veio de forma humilde, cujo interesse não era a glorificação do transitório
reino terrestre de Israel, mas a transformação do caráter humano para integrar o
reino eterno de Deus e vindicar o Seu nome perante o Universo. Esses líderes
tiveram grande dificuldade em enxergar a divindade de Cristo, por vê-lo como um
humano, nascido de mulher, humilde carpinteiro. Nossa dificuldade hoje é enxergá-Lo
além de divino, como humano, como descendente de Abraão; além de Salvador, um
Modelo para nós em todas as coisas e um exemplo de como podemos ser
semelhantemente vitoriosos.
Para se prevenirem contra a anunciada
ressurreição de Cristo, os líderes judaicos buscaram o poder do Estado.
Conseguiram com Pilatos uma guarda especial para vigiar a tumba. Que ridículo!
Homens efêmeros, presunçosos e egoístas, dirigidos pelo inimigo para batalharem
contra a verdade. Pensavam ter conseguido a vitória e ter o controle da
situação. A história se repete toda vez que duvidamos da Palavra de Deus e
seguimos nossos próprios pensamentos, mesmo em assuntos que julgamos de pouca
importância. Quando aceitamos opiniões humanas, afirmações da ciência ou
qualquer interpretação teológica que contraria um “assim diz o Senhor” estamos
agindo como traidores de Cristo. 
  
No domingo cedo quando Jesus ressuscitou, a
guarda romana ficou como morta. Tal fato mostra que as estratégias humanas,
mesmo aparentemente indestrutíveis, não conseguem deter os servos do Altíssimo
que andam segundo a Sua vontade. Quando o Senhor determina, o mar não afoga, o
fogo não queima, o deserto não consome, os leões não atacam, o veneno de
víboras não mata, e mais, pão cai do céu, rios param de correr, animais falam,
água sai da rocha, e até mesmo mortos ressuscitam. Louvado seja o nosso Deus! Creiamos
em Suas promessas, pois Ele é fiel.
Nestes últimos dias, muitos dentre o nosso
próprio povo, a exemplo dos judeus, levantar-se-ão contra a verdade, uns de
forma declarada outros de forma sútil. “Será ateado contra os testemunhos um
ódio satânico. A atuação de Satanás será perturbar a fé das igrejas neles, por
esta razão: Ele não pode achar caminho tão fácil para introduzir seus enganos e
prender almas em suas mentiras se as advertências e repreensões e conselhos do
Espírito de Deus forem atendidos” (E.  G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 48).
Os
líderes religiosos da igreja de Deus daquela época subornaram os guardas para
mentirem sobre a ressurreição a fim de continuarem no poder. Estamos nós
dispostos a sacrificar nossa posição, emprego, reputação, liberdade religiosa,
etc. para ficarmos ao lado da verdade, mesmo sendo minoria? Que o Senhor nos dê
a coragem necessária para sermos fiéis até a morte. “Porque nada podemos contra
a verdade, senão pela verdade” ( 2 Coríntios 13:8). “Finalmente a verdade triunfará sobre a falsidade, e Deus
subjugará o adversário” (E. G. White,
Pela Qual Eu Vivo
, p. 72)”. Logo estaremos no Lar Eterno.

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