Dedo preto

Três meses após o acidente

Aqueles que já fecharam seu dedo na porta do
carro sabem o que eu passei. Foi uma dor terrível! À princípio, pensei que
fosse passar logo e nem dei muita importância. Mas a dor persistia, e, quando
fui olhar para meu dedo, pude perceber o sangue se espalhando naquela cor
escura por baixo da unha… Sem mais detalhes, lá estava eu com uma unha preta
e um dedo latejando mais que consciência pesada.

Não me importei muito, para ser sincera, mas
acordei diversas vezes, aquela noite. Bem, eu disse que não me importei muito,
mas quando fui tocar flauta, pela manhã – ai!!! Não tinha pensado que meu dedo
esquerdo era tão essencial nessa tarefa! E… como eu ia lavar a louça? E lavar
o cabelo? Só de olhar para meu dedo eu quase já sentia dor, imagina se deixasse
a água cair em cima, ou mesmo se triscasse em qualquer coisa. Essa
brincadeira toda levou bastante tempo: cerca de quatro dias para parar de doer
e mais de três meses para voltar à cor normal. É… um dedo vale mais do que eu
pensava. Mesmo que seja um em dez, é importante e necessário em uma infinidade
de coisas, das quais nem nos damos conta.
Sabe, essa história
toda me ajudou a entender melhor o que Paulo fala acerca dos dons espirituais:

  • “… Os
    membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários” (1 Coríntios 12:22). Temos dez dedos e sobreviveríamos sem um
    deles. Mas… quem é que tem o desejo de ficar um dedo?! TODOS são importantes!
  • “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas
    estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Coríntios 12:11). É verdade que alguns dons são mais raros do
    que outros, mas é porque Deus dá os dons para o que for útil. Precisamos de dez
    corações e cinco cérebros? Que tal doze bocas e somente 2 dedos? Ser mais raro,
    não quer dizer mais nobre, e vice-versa. Então, todos são dignos da nossa
    sincera apreciação.
  • “De maneira que, se um membro padece, todos
    os membros padecem com ele” (1 Coríntios 12:26). Não preciso nem comentar essa, certo?

Valorizemos cada dom espiritual e empreguemos o
que nos cabe naquilo que é útil ao Senhor, em cooperação e unidade no amor!

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é
o mesmo” (1 Coríntios 12:4).

Por Mariana Carnassale – Vida Cristã

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