Deus e eu num país europeu (parte 7)

Um dos trabalhos em
que ajudamos em Stenshult, o instituto em que atuamos como voluntários, foi a pintura externa de
uma garagem-galpão. Tipicamente sueca, a cor era um tom de vermelho-telha com
branco nas janelas, portas e beirais. Essa garagem havia sido pintada antes, mas
em vários lugares era necessário passar a base (branca) novamente.

Pintando branco no vermelho, vermelho no branco, retocando o branco das janelas,
retocando o vermelho de onde manchou de branco… ia longe. Mas ali Deus
exemplificou para mim mais uma das verdades eternas em experiências tão
simples:

Quando passamos a
base na madeira crua, ela é absorvida, se dissolvida em água, fazendo parte da
própria madeira. Assim, quando somos permeados da purificação divina, somos
cobertos com a justiça de Cristo, e nos tornamos um com Ele e Ele conosco. Ele
nos transforma verdadeiramente em um novo ser com a Sua imagem e caráter brancos,
puros.
Pintando com tinta
branca (cor clara) sobre o vermelho (escura), entendi quão difícil é para a
superfície vermelha desaparecer na tinta branca. O pecador deve submeter-se a
Deus, para tornar-se puro, para ser completamente coberto por Sua justiça. Isso
exige completa renúncia, não é natural. Quando gotas
vermelhas, simbolizando o pecado, caem no branco, logo mancham. Mas que dureza
torna-lo branco de novo! Graças a Deus que nos promete fazer esse trabalho, se
tivermos fé e constante submissão da vontade a Ele. “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão
brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão
como a branca lã” (Isaías 1:18).
Por outro lado, com o
vermelho, lembrei-me da páscoa, quando os judeus pintavam com sangue os umbrais
das portas. Quão chamativo é o vermelho, simbolizando o amor de Deus
transformado em sangue, na cruz. “E Eu,
quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim” (João 12:32).  Vermelho é símbolo de pecado, mas
também do sangue de Cristo, que, por amor, “o
fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).
Que Deus nos
purifique, tornando-nos um com Ele. Que Sua justiça seja verdadeiramente nossa.
Que nossa vida seja constantemente centrada em Seu amor e abnegação,
refletindo-os aos outros. “Cristo em nós, esperança da glória” (Colossenses 1:27).

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