Deus e eu num país europeu (parte 5)

Árvores usadas para me
ensinar uma preciosa lição
Numa tarde de sábado,
enquanto todos estavam em suas atividades, eu resolvi dar um curto passeio
sozinha pela natureza. Escolhi um caminho bonito e comecei minha caminhada.
Queria muito por em prática o que recentemente li sobre o sábado, que Deus nota
aqueles que procuram tornar de maior deleite cada minuto sagrado, e que nesse
dia, deveríamos comtemplar mais profundamente a natureza e meditar em Sua
bondade, misericórdia e amor.
Então, fui
surpreendida pelo farfalhar bem forte do vento nas folhas de várias árvores bem altas
que estavam pelo caminho. O som era agradabilíssimo. Virei-me a vê-las e não
pude enxergar nada além de árvores balançando com o vento forte. Então orei:
“Ensina-me algo, Senhor” e virei-me outra vez a continuar minha caminhada. Mas
algo prendia minha atenção nessa cena, e fui “obrigada” a parar outra vez e
contemplar mais. Entendi que o Senhor tinha algo a ensinar-me através daquela cena
específica. Então pus-me a pensar: “Ensina a tua serva, Senhor? O que o Senhor
está me dizendo? Não estou entendendo a lição…” Mas, observando mais, pouco a
pouco, fui tirando algumas conclusões, que parecem tão evidentes, mas, postas
juntas, tornam-se um tesouro escondido naquele cenário natural:
1a: As folhas, sem o
vento, não fazem nenhum som. São incapazes de “cantar” sozinhas;
2a: Mesmo que o vento
sopre, se houvesse uma folha só, não faria muita coisa. Provavelmente, eu nem
iria notá-la;
3a: O volume do som
das folhas era alto porque o vento estava forte em decorrência de uma chuva
iminente, que eu nem havia percebido até esse ponto.
Então eu entendi!
Sim, fazia todo o sentido! Jesus, comparou o vento ao trabalho do Espírito
Santo em João 3:8. É Ele quem opera em nós toda boa obra. Sem Ele, não podemos
nada, não fazemos nada, não somos nada, a não ser imundície. É Deus quem age em
nós, enxertando-nos na Videira, transformando-nos em novas criaturas para
produzir frutos visíveis (ou audíveis, nesse caso). E essa obra realizada no
coração se manifesta em palavras e atos de amor que o glorificam (1 Coríntios 10:31).
Bem maior impacto
teria no Universo, se não só um ou dois dos Seus filhos se deixassem mover pelo
Espírito. Deus precisa de um povo que reflita a Sua imagem.
“Cristo aguarda com
fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de
Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los
como Seus” (Parábolas de Jesus, p. 69).
Um povo! Deus precisa
de um povo, por isso chamou Sua igreja para este tempo (1 Pedro 2:9). Assim
entendi quão ínfimo é o melhor que podemos fazer isoladamente, ainda que
através do Espírito. Seguramente, Deus pode operar grandes maravilhas através
de nós. No entanto, devemos estar conscientes de nossa indignidade e submeter-nos inteira e
incondicionalmente à Sua vontade.
E quando um povo
entregar-se inteiramente à direção do Espírito, o clamor será alto, a tão
almejada chuva serôdia virá, e refrigerará a Terra com a presença do Senhor!
Amém!
De agora por diante, ao
escutar o som do vento ou vir as folhas entregues à sua guia, lembre-se da
promessa do Senhor e renove sua entrega a Ele. Só podemos ser usados
completamente quando nos esvaziarmos inteiramente do eu e nos entregamos total
e confiantemente a Deus.
E mais, Deus tem
grandes lições que anseia ensinar-nos pelas pequenas coisas da vida. “Pedi, e
dar-se-vos-á” (Mateus 7:7).

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1 Comment

  • Marily Reis

    Reply Reply 10 de março de 2014

    Que lindo, Mari! Obrigada por compartilhar lições tão preciosas. Abs.

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