Poluição em SP mata quase 100 mil pessoas em seis anos

Em 2011, a poluição do ar contribuiu para 17.443 mortes no Estado de São Paulo, aponta levantamento inédito que será apresentado na noite desta segunda-feira na Câmara Municipal da capital paulista.
O número de vítimas é mais do que o dobro das mortes em acidentes de trânsito (7.867) no mesmo período.
O estudo foi feito pela ONG Saúde e Sustentabilidade em parceria com outros autores, como o médico e pesquisador da USP Paulo Saldiva.
É o primeiro de abrangência estadual que aponta a relação dos índices de poluição com o número de mortes.
No período considerado pelo estudo, entre 2006 e 2011, 99.084 pessoas morreram em decorrência da poluição por poeira fina –capaz de penetrar profundamente no sistema respiratório.
O número de vítimas equivale à população de uma cidade como Caraguatatuba, no litoral norte do Estado.
“A poluição do ar por poeira fina está presente em todo o Estado”, afirma a médica Evangelina Vormittag, diretora-presidente da entidade.
Diferentemente do trânsito, a ação da poluição sobre a vida das pessoas tem um componente crônico importante, indica o estudo.
“A maioria das mortes é de pessoas suscetíveis, como crianças, idosos e adultos com doenças cardiorrespiratórias prévias”, diz a médica.
O impacto do ar empoeirado que o paulista respira também é grande sobre as internações hospitalares.
Em todo o ano de 2011, a poluição do ar esteve relacionada a 68.499 internações.
De acordo com Evangelina, por volta de 40% do problema é causado pela poluição veicular. Existem ainda as fontes industriais e, no caso de algumas regiões do interior, a prática de queima da cana-de-açúcar.
Para chegar aos resultados, o grupo de pesquisa utilizou dados do Datasus e fórmulas matemáticas empregadas em todo o mundo, que relacionam a poluição do ar com casos de internação hospitalar ou morte.
As medições da quantidade de poluentes na atmosfera usadas na avaliação foram geradas pela Cetesb, agência ambiental paulista.
“Mesmo em termos geográficos, quando olhamos as cidades, todas têm altos níveis de material particulado [poeira]”, afirma Evangelina.
LOCALIZAÇÃO
Nas cidades estudadas, os níveis de poeira fina e muito fina estão acima dos considerados seguros para a saúde humana pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A medição desse tipo de poluente não é feita em todos os municípios de São Paulo.

Apesar de o problema estar espalhado por todo o Estado, as concentrações maiores ainda estão nas grandes regiões metropolitanas.
Os dados de 2011 mostram que apenas Araçatuba, entre as dez cidades mais poluídas, não está em uma grande região metropolitana.
Os municípios que apresentam o maior risco de morte são: Cubatão, Osasco, Araçatuba, São José do Rio Preto, Araraquara e São Carlos.

Nota Vida Campestre: Muito antes de pesquisas como essa serem realizadas, Deus já instruíra Seu povo, através do Espírito de Profecia, a respeito dos males à saúde presentes no meio urbano. O plano divino nunca foi, e ainda não é, que o homem habitasse em um local assim. Seu desejo é que o homem moderno decida buscar a Sua orientação para voltar o máximo possível ao Seu plano original para a raça humana, apresentado de forma clara na vida do primeiro casal que habitou neste planeta:
“O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a saúde. Estar constantemente sujeito ao contato com doenças, a prevalência de ar poluído, água e alimento impuros, as habitações apinhadas, obscuras e insalubres, são alguns dos males a enfrentar. Não era desígnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se apinhasse em cortiços. Ele pôs, no princípio, nossos primeiros pais entre os belos quadros e sons em que se deseja que nos alegremos ainda hoje. Quanto mais estivermos em harmonia com o plano original de Deus, mais favorável será nossa posição para assegurar saúde ao corpo, espírito e alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 363-365). 

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