Quais os dois livros que não deveriam estar na Bíblia?

Sem dúvida “toda a Escritura é inspirada por
Deus…” (2 Timóteo 3:16), portanto, a questão é outra.
O Governo de Deus está fundamentado no amor, e como
consequência desse fato o Senhor concede o livre arbítrio às Suas criaturas
inteligentes. Essa concessão vai muito além de permitir que escolhamos entre o
amarelo e o verde, ou entre estudar Engenharia ou Direito. O amor do nosso Deus
é tão incompreensível que Ele permite às Suas criaturas inteligentes escolherem
entre adorá-Lo e não adorá-Lo, entre obedecer-Lhe ou não, e até mesmo a não
reconhecê-Lo como Deus Criador e Mantenedor de todas as coisas.
Através da história podemos constatar como Deus tem
respeitado o poder de escolha de Seus filhos. A começar pelo Éden, se Deus não
tivesse colocado a árvore do conhecimento do bem e do mal naquele paradisíaco jardim,
teria limitado o livre arbítrio de nossos primeiros pais. É certo que Deus
intervém na humanidade; intervém porque a ama, e até onde Sua sabedoria  determina Ele age no sentido de garantir o
direito de escolha a todos.
Quando a iniquidade deste mundo ficou insuportável, ao ponto
de ser impossível às pessoas de bem exercerem o direito de viver corretamente,
então o Senhor chamou Noé que por 120 anos pregou a verdade e indicou como
preservar a vida e o livre arbítrio. Infelizmente, a maioria escolheu morrer.
A ignominiosa morte de Jesus declarou ao Universo até que
ponto nosso misericordioso Deus está disposto a preservar o livre arbítrio
entre Seus filhos. Essa declaração de extremo amor é incontestável e muito além
de nossa compreensão, e, assim como a arca de Noé, provê liberdade e vida a
todos os que creem e se submetem espontaneamente a viverem de acordo com Lei do
Amor e da Liberdade.
Respondendo à pergunta proposta no início, se o povo de
Israel não tivesse escolhido imitar as nações pagãs, jamais teriam escolhido um
rei além de Deus. Estariam felizes com a direção do Todo-Poderoso. O governo
continuaria sendo teocrático, mas… mesmo sendo rejeitado, Deus acatou a
escolha de seu rebelde e ingrato povo e concedeu-lhes o pedido. Se o povo de
Israel tivesse sido fiel às ordens de Deus, certamente não existiriam o
primeiro e o segundo livro de Reis.
Estamos também escrevendo uma história. Cada dia de nossa
vida é um capítulo dessa importante e indelével história. Quão bom seria se
nossas escolhas fossem diferentes das que fizeram os israelitas no passado.
Temos muito mais luz hoje, e ainda temos o exemplo do insucesso deles. Afinal,
por que queremos imitar os descrentes? Por que queremos estudar trabalhar, enriquecer,
namorar, comprar, comer, morar, divertir, cantar, etc., como os que não têm luz?
O que nos leva a viver tão parecido com os descrestes que pouca distinção há
entre o povo do Senhor e o mundo? Por que rejeitar ou desprezar a mensagem de
amor de Deus através das advertências de Sua profetiza para o fim dos tempos? Que
a sua e a minha oração seja como a de Cristo no Getsêmani: “Pai…, não
seja como Eu quero, mas como Tu queres”.

“Se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso
coração” (Hebreus 3:15).

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