O encanto da Disney

Minha irmã, Logan
e eu na Disney
Quando meu filho Logan tinha apenas dois meses de idade, minha irmã veio
me visitar depois de passarmos dois anos sem nos vermos. Nessa época, eu morava
bem próximo à famosa Disneylândia e ela insistiu muito para que passássemos o
meu aniversário lá, já que ela tinha muita vontade de conhecer o parque. Eu não
estava nenhum pouco disposta a ir, mas como iria deixá-la visitar o parque
sozinha depois de ter vindo de tão longe para me ver?
Meu esposo, muito indignado, despachou minha irmã e eu em frente ao famoso
parque e foi embora. Mal sabíamos o que iríamos passar naquele dia. Imagine só:
eu, uma mamãe de primeira viagem, com um bebê recém-nascido de dois meses, um
carrinho gigante e uma bolsa de fraldas super pesada e cheia de frutas, pois
imaginava que não encontraria comida saudável por lá. Graças a Deus, tive um
pouco de juízo e levei também o sling para carregar o bebê. Ainda bem que tinha
aprendido que o leite materno é o melhor alimento para o bebê, o que Deus
proveu em abundância, e não precisei me preocupar com mamadeiras.
No parque, encontramos uma multidão andando pra lá e pra cá e um castelo
cuja entrada era proibida. Tudo parecia fictício, ou melhor, tudo era fictício!

Na verdade, em minha adolescência, época em que ainda morava no Brasil,
meu sonho era conhecer a Disney, mas agora era uma mãe de primeira viagem que
há cinco meses havia sido batizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Para
mim, aquilo tudo já não tinha mais graça! Eu tentava imaginar Jesus ao meu lado
enquanto andava pelas ruas da Disney, mas não conseguia imaginá-Lo por ali. Também
tentava procurar algo que elevasse minha mente a Deus e nada encontrei. Pelo
contrário! Tudo ali elevava o próprio eu. Pessoas adorando princesas
imaginárias e pessoas vestidas com roupas de boneco.
À medida que o Logan foi crescendo, ele começou a ganhar roupas,
brinquedos e sapatos dos personagens da Disney, mas sempre procurei trocar por
outra coisa ou mesmo descartar aqueles presentes, pois percebi que quando ele
usava tais coisas demonstrava menos respeito a Deus e aos pais, mesmo sem saber
de onde vinham aqueles personagens. Parecia até que, além de fictício, aqueles
objetos da Disney também fossem enfeitiçados. Procurei me informar a respeito
desse assunto e escutei muitos outros relatos sobre o mesmo tipo de reação
por parte das crianças.
Quando minha filha Larissa nasceu, procurei sempre ensiná-la sobre Deus e
a Bíblia. Mesmo assim, ao ficar um pouquinho maior, sempre que precisávamos ir
até Orlando ela me perguntava sobre as meninas que passeavam vestidas com
roupas de princesa. Ganhar uma roupa daquelas acabou se tornando um grande
desejo de minha filha – o que minha irmã ficou feliz em satisfazer presenteando-a não apenas com um, mas três vestidos! 
A Larissa ainda tem os vestidos de princesa, mas fiz questão de tirar as
gravuras. Ela usa os vestidos de vez em quando para representar a rainha Ester,
pois ela não tem conhecimento dos desenhos da Disney. No aniversário também
ganhou uma bolsa da Disney e até esses dias a bolsa estava aqui em casa. Certo
dia, na hora do culto familiar, notei que os olhos do Logan estavam fixos na
figura da Disney e o comportamento dele estava fora do controle. Em oração pedi
a Deus que se fosse algo em minha casa impedindo meus filhos de serem mais
obedientes que então Deus me mostrasse. Procurei fazer uma limpeza no quarto da
Larissa e perguntei o que ela gostaria de doar. Para minha surpresa,
a primeira coisa que ela doou foi a bolsa da Disney e eu nem precisei
falar nada! “E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles
ainda falando, Eu os ouvirei” (Isaias 65:24). Desde aquele dia, notei que as crianças passaram a ter mais facilidade para
obedecer e sentem-se mais gratas em ajudar.
Como mãe aprendiz busco o melhor em Cristo para meus filhos, pois o meu
desejo é que sigam o exemplo de Jesus – e não de uma princesa ou de um super herói. Por isso, procuro vesti-los com a modéstia e a simplicidade de
Jesus quando criança e não com trajes que elevem o pensamento e a imaginação ao
inexistente, mas sim ao que é real e puro. Tento passar bastante tempo ao ar
livre com eles buscando na natureza ensinamentos bíblicos e com a ajuda do
Espírito Santo elevar o pensamento deles ao Criador.
A Palavra de Deus é muito clara quanto àquilo que deve ocupar o nosso
pensamento e de nossos filhos também: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é
honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que
é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”
(Filipenses 4:8).
Que Deus abençoe nossa caminhada como mães aprendizes ao buscarmos educar
nossos filhos a cultivarem pensamentos que honrem e glorifiquem a Deus.
Por Luciana Riges
Mãe aprendiz do Logan, 6 anos, e da Larissa, 4 anos.

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2 Comments

  • Pâmela

    Reply Reply 15 de fevereiro de 2013

    Que testemunho lindo! Tenho uma filha de 3 anos e sempre tive aversão aos personagens, seja quais fossem. Sempre achei que eles se associavam muito a ideia e atitudes consumistas, então eu e meu marido decidimos por mantê-la longe deles. Avisamos a família e evitamos todos e quaisquer objetos de personagens. Graças a Deus eles nos respeitaram muito e vez ou outra aparecia algum, mas conseguíamos trocar…

    Nunca me passou pela cabeça este outro sentido que você colocou. Hoje em dia ela já conhece uma ou outra princesa, nunca viu um filme, mas percebo que o encanto é por conta dos vestidos…

    Vou orar mais a Deus, pedindo direção e discernimento para os próximos anos, pois acredito que na escola esse conhecimento aumente e a vontade também né?!

    Deus a abençoe
    Abraços Pâmela.

    • Luciana Caroline

      Reply Reply 17 de fevereiro de 2013

      Oi Pâmela

      Que toda a honra e glória seja dada a Deus por nos dar sabedoria e discernimento entre o bem e o mal; em Tiago 1:5 lêmos " Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. " e ainda em Mateus lê-se "E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. "
      A escola com certeza atua em grande parte na mente das crianças porque aprendem por imitação, então estarão imitando os amiguinhos e não aos pais e mesmo quando adultos buscam imitação da mídia ao invés de imitar o exemplo de Jesus. Deus abriu uma grande oportunidade para eu educar meus filhos em casa e tenho aprendido que os maiores nomes de nossa história tiveram educação semelhante a de Jesus em lares muito simples e sendo educados pela mãe e não sendo privados das atividades domésticas e das preocupações diárias da família e do lar.
      Gostaria de encerrar com um verso bíblico que é um dos meus favoritos:
      "Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica. Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver. " ( Salmos 116:1-2)
      Deus ouve a oração de uma mãe Pâmela e Ele há de te mostrar a direção!

      Que Deus abençoe também
      Com Carinho da mãe aprendiz
      Luciana

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