A gata humilde

Malu

Por algum tempo eu desejei ganhar um cachorro
para ser meu “companheiro”. Em vez disso, em setembro do ano passado, ganhei
uma gata. Meu pai havia expressado interesse em ter uma gata caçadora, então,
quando me ofereceram uma gatinha feiosinha, desnutrida, com falhas no pêlo e precisando de um lar, fui contar a ele, que aceitou o
“presente”. O combinado foi que a gata seria minha, então a nomeei “Malu”.
Cuidamos bem dela, que logo ficou bem bonita.

Anis
Mas parece que quando a gente aceita um gato,
começa a atrair outros… Em maio, chegou a Anis, uma gata de apartamento, que,
ao contrário da Malu, não era descuidada, mas seus donos iam mudar-se e nos
pediram para adotá-la. Então, ficamos sabendo na prática que gatos não são nada
amigáveis uns aos outros quando não se conhecem. Era unhada daqui, miado de
lá… só briga. Depois de um tempo, elas começaram a tolerar uma à outra.
Friso: tolerar.
Comecei a preocupar-me quando uma terceira
gatinha começou a rondar a casa. Meu pai e eu demos comida, pois estava muito
magra, miúda, seu pelo bagunçado e, em alguns lugares, ausente. Todavia, não a
tínhamos adotado oficialmente.
Gris – a gata humilde
Até que, pouco a pouco, se aproximando, minha
mãe começou a se compadecer dela, e até tratou dela quando meu pai e eu saímos,
uma vez. Qual não foi minha surpresa quando, chegando em casa, escutei minha
mãe dizer: “Não, Gris, assim não”! Pronto! A gata já tinha nome.
As outras duas gatas não gostam dela, mas o interessante
é que as veteranas não brigam com a novata. Ao se aproximarem as outras da Gris,
esta fica imóvel, humilde e não revida. Então, é cheirada e aceita. Não amada,
mas aceita. Enquanto isso, as duas mais velhas ainda se dão patadas de vez em
quando. A menorzinha, mais feia, mais magra é a que mais espaço conquista.
Gris humilhando-se para Malu
Bem disse Jesus, em Lucas 6:29: “Ao que te
ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa,
nem a túnica recuses”. Que incrível: uma gata exemplificando o evangelho!
Quantas vezes não somos nós também, alvo de vãs suspeitas, críticas e ameaças!
Agiremos impulsivamente? Daremos lugar à nossa inclinação carnal? Iremos
comprar a briga, interna ou externamente? Por que não pedir a Deus poder e então
praticar Seus ensinos, aqueles que dizem “Amai vossos inimigos” (Lc 6:27) e “Tomai
sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”?
Se assim o fizermos, pela graça de Cristo, certamente encontraremos descanso
para as vossas almas (Mt 11:29). Se quisermos alcançar o coração de orgulhosos
doutores, teremos que ser como o humilde Menino de 12 anos.
“Se for possível,
quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12:18) “de sorte que
haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5).
Despojemo-nos de nosso próprio eu. Sejamos
batizados com o Espírito Santo. Que Deus faça a obra da transformação. Que
Cristo habite em nós. Amém.
“A aranha se pendura
com as mãos, e está nos palácios dos reis” (Pv 30:28).

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