quarta-feira, 30 de julho de 2014

Iogurte vegetal de grão-de-bico

Iogurte de grão-de-bico com mel, frutas
e gergelim preto

O iogurte de grão-de-bico foi uma inovação que surgiu aqui em casa depois de abolirmos quase por completo o uso da soja e, com isso, o iogurte à base desse grão. A receita é simples e fácil de fazer, e o resultado é surpreendente. Confira:

Iogurte de grão-de-bico

Ingredientes:
1 litro de leite de grão-de-bico (costumo fazer em minha máquina)
1 sachê de fermento lácteo para preparo de leite fermentado (recomendo a marca BioRich)

Modo de preparo do leite de grão-de-bico:
As máquinas de leite vegetal em geral não vêem com a receita ou a opção de leite de grão-de-bico. Por isso, siga as mesmas instruções para o preparo do leite de soja, substituindo apenas o grão. Para quem não possui uma máquina dessas, é possível fazer esse iogurte com outros tipos de leite vegetal também, como leite de castanhas. No entanto, o iogurte com leite de castanhas não ficará muito consistente. Aqui em casa já testamos com o leite de castanha-do-Brasil e gostamos. 

Modo de preparo do iogurte:
O procedimento para o preparo desse iogurte é igual aos demais iogurtes caseiros: Após o preparo do leite (vegetal), deixe o leite esfriar até atingir a temperatura de 40 graus ou "morno esperto" (no verso da embalagem do fermento lácteo há instruções de como garantir a temperatura correta de maneira simples e sem auxílio de termômetro). Despeje o leite em um recipiente de vidro (para quem não tem iogurteira como eu) e misture o conteúdo do sachê até o fermento dissolver por completo. Em seguida, enrole o recipiente em um cobertor e deixe descansar em um local aquecido (isopor ou caixa térmica funcionam bem) de 8 a 12 horas para adquirir consistência. Após esse período, conservar em geladeira.

Sugestão de consumo:
Aqui em casa gostamos de comer o iogurte de grão-de-bico adoçado com mel ou tâmara e acompanhado de frutas e sementes. Fica excelente com banana, pêra, mamão, maçã, kiwi ou morango. 

Por Karina Carnassale Deana - Saúde Total

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Deus e eu num país europeu (final)



Floresta de Pinus
Muito haveria de se falar sobre a providência de Deus em levar a minha família para voluntariar esses meses na Suécia. Como já mencionei, foram muitas bênçãos recebidas, muitas surpresas, muito aprendizado, abnegação, submissão, alegrias, boas amizades. Sobretudo, o que mais impressionou meu coração foi a providência divina em si mesma. 
“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:9).
Na Suécia, Deus me deu presentes muito valiosos, que duram até hoje, como citei no parágrafo acima. Além disso, me deu evidências de Sua aceitação. Tive a grata surpresa de saber que pude ser um canal de grandes bênçãos sem ter percebido.

Eu nunca poderia sonhar em conhecer a Suécia, muito menos em ser tão abençoada ao trabalhar lá. Antes de receber o convite, não poderia nunca imaginá-lo. Meus planos não eram esses; e alguns planos foram frustrados. Mas, se eu soubesse de antemão que eles seriam frustrados para que o Senhor pudesse me conduzir até lá, teria aceitado de bom grado. E agora, entendo que mesmo que não saibamos o fim, mesmo que os planos se frustrem, devemos confiar na direção dAquele que é todo-sábio e todo-amor, isto é, se entregamos nossas vidas a Ele.

E assim, compartilho uma última lição:

Caminhando entre as florestas de pinus, não se pode ver quase nada além deles mesmos. Tantas árvores! Tanto verde! Tanta sombra! Parece que essas árvores enormes bloqueiam a visão de qualquer outra coisa. Mas, não importa quão densa e fechada seja a floresta, o sol sempre acha um caminho de chegar até nós.

Não importa quantas provações, ou quantas frustações passamos, ou se não podemos enxergar o fim; o Sol da Justiça está lá. Aliás, Ele está aqui. Seus raios atravessam as trevas e nos tocam e iluminam. Sejamos agradecidos em qualquer situação, confiantes no Deus que temos. Não olhemos para os grandes obstáculos, nem tentemos imaginar o que nos espera do outro lado, mas nos apoderemos dos raios de luz que já são nossos, e sigamos fielmente a estrada que está diante de nós.
“As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29).
“Porque Eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29:11).

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como é sua vida no campo? (parte 2)

Frutos da nossa horta
Na primeira parte desta série, compartilhamos com você um questionário que respondemos a uma família interessada em se mudar para o campo. Aqui você vai encontrar mais algumas curiosidades respondidas a outro grupo interessado em conhecer mais sobre nosso estilo de vida atual:

Qual foi a sua principal motivação para a tomada de decisão de sair da cidade e ir morar no campo e por quê?
Morávamos em um grande centro urbano e vimos que aquele não era o local ideal para se morar. Não queríamos esperar a aposentadoria para mudar de vida. Já buscávamos na ocasião uma vida saudável, mas descobrimos que para isso não bastava mudar apenas a dieta. Era necessário uma mudança completa de estilo de vida. Portanto, a principal motivação foi viver em todos os aspectos o ideal de Deus para o ser humano. Assim, pedimos a orientação de Deus para obedecer à Sua vontade e viver esse ideal.

Qual o impacto da mudança na sua vida e de sua família? (impacto positivo, mas também os desafios da adaptação).
No campo, o maior impacto foi a desintoxicação física e mental. A vida se tornou mais simples, menos consumista, mais tempo para a família e mais sensibilidade para as coisas espirituais. Os desafios estiveram mais ligados à estrutura, como ter um carro adequado, as ferramentas certas, a falta de acesso à tecnologia, mas isso tudo foi pequeno demais perto dos benefícios de uma vida simples e próxima à natureza. Pode até exigir algum sacrifício, mas é muito fácil acostumar com o que é bom!

Como é sua rotina diária?
No sítio, acordamos cedo, dedicamos tempo para Deus e para a família, tomamos um desjejum tranquilo e saímos para as atividades da manhã: alimentar os animais, levar nossa filha para brincar ao ar livre e tomar sol, cuidar do jardim e da propriedade, etc. Após o almoço, voltamos às atividades ao ar livre (plantio ou estruturação do sítio) ou domésticas. Ao findar da tarde, nos reunimos para buscar a Deus em família e nos prepararmos para dormir. Ainda precisamos sair alguns dias por mês para cumprir atividades profissionais, mas esperamos que isso se encerre o quanto antes e possamos viver apenas das atividades do sítio.

Como é viver afastado do conforto da cidade?
Uma bênção! Não podia existir coisa melhor! Descobrimos que o excesso de conforto urbano é prejudicial à saúde. Boa parte do conforto urbano não nos faz falta porque nossos objetivos mudaram. Temos conforto no sítio também, mas aqui somos levados a simplificar nossa casa, nossos utensílios e nosso vestuário. Os benefícios na saúde foram tão grandes que não sentimos a menor falta de estar perto da farmácia, ou do hospital e de consultórios médicos. Os mercados são distantes, mas descobrimos que comprar em atacado para estocar proporciona muita economia e menor tentação para gastos desnecessários.

Que tipo de conforto urbano vocês têm hoje?
Temos Internet banda larga, celular, água quente, energia elétrica, carro e utensílios domésticos essenciais.

Como é a vida social de vocês hoje?
Após a vinda para o campo, a vida social se tornou muito mais significativa. Antes recebíamos amigos em casa para apenas passar o tempo com diversões artificiais com alimentos prejudiciais à saúde. Hoje recebemos pessoas que desejam conhecer nosso estilo de vida e estar mais perto da criação de Deus. Nosso círculo de amigos aumentou muito desde que nos mudamos, pois hoje pessoas que nem conhecemos entram em contato conosco com o desejo de nos visitar e nos conhecer.

A mudança gerou mais atividade física? Que tipo de atividade física vocês passaram a realizar?
Sem dúvida. Agora pegamos na enxada, caminhamos bastante, cortamos grama, aprendemos a pilotar a roçadeira e cuidamos das culturas.

O que vocês fazem para se manterem financeiramente?
Atualmente prestamos serviços de engenharia civil e tradução de forma autônoma.

Que tipo de mudança você observou com relação ao consumo de alimento, roupa, calçado, energia e serviços?
Os gastos com o consumo de alimento diminuíram, pois além de comprarmos em atacado, por morarmos longe dos mercados, também produzimos algumas coisas e ganhamos outras de nossos vizinhos. A necessidade de roupas e calçados também diminuiu, pois aqui o vestuário naturalmente é mais simples. Além disso, estamos longe dos constantes apelos sociais para estar na moda. No geral, os gastos totais, incluindo energia elétrica e serviços, diminuíram pela metade.

Qual o impacto da mudança sobre a sua saúde e da sua família?
Não temos palavras para expressar a grande melhora na saúde e no convívio familiar. Podemos dizer que hoje somos felizes. Temos condições de praticar os oito remédios de Deus, como também mais tempo para dedicar à família.

Se hoje vocês fossem fazer essa mudança, o que fariam diferente?
Teríamos vindo antes, com certeza.

Vocês se arrependem de ter feito essa mudança?
Nos arrependemos de não ter vindo antes!

Que sugestão vocês dariam para quem deseja viver também de forma mais simples?
A mudança começa onde você está. Decida mudar hoje. Faça planos concretos de mudança, analisando cuidadosamente cada detalhe. Converse e visite pessoas que já realizaram essa mudança. Peça a orientação divina. Estruture-se para sair: visualize uma forma de se tornar autônomo, diminua os gastos (corte as contas desnecessárias), procure mais oportunidades para estar em meio à natureza e a cuidar dela (mexer com a terra, lidar com as ferramentas e assim por diante). Não é preciso ter dinheiro para sair, basta ter disposição e confiança em Deus.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A história se repete


Muitas coisas me impressionam na história do povo de Israel, descrita no Antigo Testamento: o amor de Deus, ao libertar o povo da escravidão; Sua didática, ao reeducá-lo no deserto; Sua paciência, ao suportar a teimosia do povo; Sua misericórdia, ao perdoar tantos pecados recorrentes; Sua justiça, ao exterminar o mal; Seu poder, ao operar incríveis milagres. Impressionam-me também a paciência, a mansidão, o amor, a submissão, a retidão de Moisés. Mas o que mais me impressiona é a teimosia do povo. Como pode alguém ser tão teimoso e ingrato, insistindo sempre nos mesmos erros, mesmo após recebertantas bênçãos e presenciar tantos milagres como evidências do imensurável amor de Deus?!


Era assim, indignada, que eu me sentia ao pensar no povo de Israel.... até que Deus me mostrou, para minha surpresa, que eu e meus irmãos na fé não somos nada diferentes desse povo. “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca, pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3:17). Esse é o lamentável retrato do povo de Deus pós-moderno. A história, as epístolas, a profecia, enfim, toda a Palavra de Deus comprova que nós, o povo de Israel atual, somos tão infiéis, orgulhosos e miseráveis quanto o antigo Israel. Definitivamente, a história se repete, ipsis literis...

Assim como no Antigo Testamento, Deus continua nos amando, perdoando, educando, abençoando, apesar de nossa promiscuidade espiritual (cf. Oséias 5:4; Apocalipse 14:8). Quantas vezes, como crianças desobedientes, desobedecemos as regras do nosso amoroso Pai, sejam físicas, morais ou espirituais? Quantas vezes, como cônjuges infiéis, traímos nosso fiel Esposo (cf. Jeremias 3:14) em troca de qualquer coisa que satisfaça nossas vontades egoístas? Quantas vezes pedimos perdão e prometemos obediência e fidelidade a Deus para, logo em seguida, voltar aos mesmos erros de antes? Somos ou não idênticos ao antigo Israel? Certamente! Por isso, Paulo nos adverte:
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1 Coríntios 10:1-12)
Assim como os pecados do antigo Israel resultaram em terríveis sofrimentos e derrotas, atrasando em 40 anos sua entrada na Terra Prometida e levando quase todos à morte sem verem o cumprimento da promessa, hoje corremos o mesmo risco. Nós já fomos libertados da escravidão do pecado, quando Cristo morreu na cruz. Agora, somos peregrinos em terra estranha, mas nosso destino é a Canaã celestial. Na verdade, já poderíamos ter nos apossado dessa herança (cf. Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 67) se tivéssemos aprendido antes com os erros de Israel, se tivéssemos vivido como “raça eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa”, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (Êxodo 19:6; 1 Pedro 2:9) e cumprido a missão do povo escolhido (cf. Apocalipse 14:9 e 10) por preceito e exemplo. Se ainda não chegamos ao nosso destino, é porque ainda não aprendemos a lição que Deus está tentando nos ensinar: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 69)

Portanto, em vez de imitar os erros de Israel, reclamando do “maná” divino, das regras de Deus, da demora da “viagem”, das privações, das derrotas e de tantos outros problemas, que muitas vezes são ocasionados por nossa própria desobediência, aproveitemos o tempo para aprender as lições que Deus quer nos ensinar individualmente, como fizeram Josué e Calebe. “Em TUDO, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessaloniceses 5:18). Como assim? Agradecer por TUDO, inclusive pelas coisas ruins? Sim, porque “TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28). Se é que queremos ter um destino diferente de nossos pais... 

“Mas é muito difícil”, costumamos dizer. Sim, assim como era difícil para o povo de Israel de antigamente, acostumado com a impiedade do Egito. Mas não impossível, “porque para Deus TUDO é possível” (Marcos 10:27). “TUDO posso NAQUELE que me fortalece” (Filipenses 4:13). “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e NÃO PERMITIRÁ que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

Felizmente, assim como o antigo Israel, temos um libertador, que suportou tentações, privações, humilhações, morte, todo sofrimento possível com paciência e mansidão impressionantes, por amor a nós; que ressuscitou e hoje intercede incessantemente por nós à “destra de Deus” (1 Pedro 3:22); que está ansioso para conceder Seu poder a todos que pedirem. “Não há desculpa para o pecado, ou para a indolência. Jesus abriu caminho, e deseja que Lhe sigamos as pisadas. Ele sofreu, fez sacrifícios quais nenhum de nós pode fazer, para pôr a salvação ao nosso alcance. Não precisamos desanimar. Jesus veio ao nosso mundo para trazer ao homem poder divino, a fim de que por Sua graça fôssemos transformados em Sua semelhança. Quando o coração quer obedecer a Deus, quando se fazem esforços neste sentido, Jesus aceita essa disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e complementa a deficiência, com Seu mérito divino.” (Ellen White, Para Conhecê-lo, p. 226)

Imagine como teria sido diferente a história daquele povo no deserto se tivesse crido e se apossado dessa promessa... Imagine como será diferente nossa história se crermos e nos apossarmos dessa promessa...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A cilada das terapias alternativas: testemunho sobre acupuntura


Meu esposo sofre de uma cefaléia crônica desde os dezoito anos. Pouco tempo depois de nos casarmos, a medicina tradicional não oferecia mais nenhum recurso para tratá-lo e estávamos desanimados, pois as dores, além de constantes (sem interrupção), eram muito fortes. Nesse momento, uma pessoa de nossa fé nos procurou para indicar a acupuntura. Contou vários casos de cura e disse que ela mesma havia praticado e sido curada. Coincidentemente ou não, outras pessoas de nossa fé também vieram indicar essa terapia. Não conhecíamos muito a respeito, mas sabíamos que sua origem era pagã. Ficamos um pouco confusos, afinal, estávamos sofrendo e as pessoas que nos indicaram afirmavam que essa terapia era agora científica e que não havia mais nada de espiritualismo envolvido como no início.

Ficamos ainda mais confusos ao saber que o plano de saúde que tínhamos na época cobria esse tipo de terapia, ou seja, realmente ela estava sendo encarada como algo científico agora. Ficamos em um impasse e decidimos primeiro orar e estudar sobre o assunto antes de tomar qualquer posição. Eu louvo a Deus de todo o meu coração por ter nos ajudado a enxergar os perigos dessa terapia mesmo tento tudo aparentemente a nosso favor para praticá-la.

Apesar de nos dizerem que agora essa terapia era científica e não mais ligada ao espiritualismo, duvidamos muito. Afinal, pode uma mina de água amarga jorrar água pura? Um paralelo, seria como decidir assistir a um filme de Hollywood porque naquele filme em específico não há nada de espiritismo. E a origem, não conta? Quem o produziu, Satanás ou Deus? Quem idealizou o projeto, o enredo, a trama? Deus? Neste mundo, não há nada que seja neutro. Precisamos sempre ter isso em mente.

Assim, lemos a respeito da origem e dos fundamentos dessa terapia, como também estudamos sobre esse assunto à luz do Espírito de Profecia e tomamos a decisão de não partir para esse caminho. Afinal, para nós ficou evidente as advertências divinas contra qualquer tipo de terapia que atue diretamente na eletricidade e no magnetismo do organismo humano, como é o caso da acupuntura. 

E que bênção foi essa decisão em nossa vida!

Fico imaginando que se o meu esposo tivesse feito acupuntura e sarado, como disseram que aconteceria, provavelmente muitas coisas não teriam acontecido em nossa vida, em especial na vida espiritual. Para começar, provavelmente não teríamos buscado conhecer melhor o estilo de vida de Deus, afinal, ele já teria obtido a cura e pra quê mudar, não é?! Sem esse passo, nossos olhos provavelmente não teriam sido abertos para a necessidade de mudança completa de vida, incluindo a vida no campo. Ele teria talvez obtido uma cura, mas nossa vida continuaria do jeito que era antes.

Ainda temos muito que melhorar e aprender, muito mesmo, mas eu nem posso imaginar viver hoje o que vivíamos naquela época! Hoje louvamos a Deus por esse cefaléia crônica! Ela foi uma bênção em nossa vida para nos despertar para tantas coisas!

Pessoalmente, creio que terapias assim contribuem para as pessoas alcançarem uma cura enquanto permanecem em seus maus hábitos, pois a terapia de Deus envolve fé, mudança de estilo de vida e muitos conflitos com o eu. Meu esposo e eu não temos nada de especial em relação aos demais irmãos. Tudo que ocorreu em nossa vida devemos unicamente à misericórdia de Deus. Meu esposo ainda não foi 100% curado da cefaléia, mas ela chegou a um nível suportável e controlável sem remédios alopáticos ou terapias alternativas. Louvado seja Deus! A cada dia ele tem aprendido do Senhor a controlar a ansiedade, o gatilho da dor. Mais uma vez louvamos a Deus por essa cefaléia missionária!

Em nossas buscas, uma das citações que chamou bastante a nossa atenção na época foi esta:
“Estes instrumentos satânicos [os que aplicam essas terapias] pretendem curar a doença. Atribuem seu poder à eletricidade, ao magnetismo, ou aos chamados “remédios de simpatia”, ao passo que, na verdade, são nada mais que veículos das correntes elétricas de Satanás. Por estes meios, lançam seu encantamento sobre o corpo e alma de homens” (Evangelismo, p. 609).
Essas palavras foram suficientes para selar nossa decisão.

Louvado seja Deus por esses escritos inspirados!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Na casa da família Valentim o culto é assim...


Família Valentim
Meu esposo e eu somos adventistas de berço. Assim, desde pequenos aprendemos a importância do culto familiar, mas nem sempre conseguíamos fazer o culto no horário fixo devido ao corre-corre do dia a dia.

Muitas vezes líamos correndo a meditação e fazíamos a oração. Hoje sabemos o quão importante é louvarmos ao nosso Deus já nas primeiras horas da manhã, até as criaturas de Deus fazem isso, não é verdade? Gosto muito de ouvir o canto dos pássaros, ficar olhando da varanda o quanto eles cantam de manhã, e sempre falo para os meus filhos observá-los.

Aqui em casa eu sou a primeira a acordar, geralmente às 4h30, para minha hora tranquila. Meu esposo acorda mais tarde um pouco. E os meninos acordam às 6h da manhã. O nosso culto matinal é feito sempre às 6h20. Começamos cantando hinos do hinário. Nós utilizamos o DVD do Hinário Adventista. Oramos e lemos a meditação. Depois oramos pelos pedidos da caixinha (temos uma caixinha de pedidos). Oramos também por nossa família, amigos e todos os pedidos especiais. 

Neste ano, estamos usando uma meditação para juvenis antiga que fala sobre a natureza. Estamos aprendendo bastante com as histórias e curiosidades da natureza, pois relacionamos isso às coisas espirituais. Procuramos sempre trazer as mensagens bíblicas para a realidade dos nossos filhos. E cada dia um lê, meus filhos gostam muito de ler e de cantar também, participam bastante do culto. Por isso, sentimos a necessidade de fazer uma escala, e eles gostaram muito. Na verdade, eu sugeri que fizéssemos, mas quem começou a fazê-la foi meu caçula (6 anos). Quando falei que iríamos sentar para fazer, ele me mostrou no computador que já tinha feito, e tinha começado mesmo, aí o mais velho completou (clique aqui para baixá-la).

No culto da noite temos mais tempo. Nós nos reunimos às 19h30 e cantamos mais, às vezes usamos flauta, violão e o teclado. E aproveitamos para recitar textos bíblicos. Nossos filhos já aprenderam as Três Mensagens Angélicas, os Dez Mandamentos, as Bem-Aventuranças, o Salmo 1 e o Salmo 23, entre outros textos.

Depois que estabelecemos um horário fixo para o culto, percebemos que os meninos passaram a ter mais interesse em participar. Agora, mesmo com visitas em casa ou viajando, não deixamos de fazer os cultos, e o interessante é que os nossos familiares ou amigos sempre ficam felizes em participar conosco.

E na sexta-feira é um culto especial, todos nós preparamos uma participação especial. Tem sido uma benção para nós!!


Nota Vida Campestre: "Na minha casa o culto é assim..." é uma série de testemunhos cujo objetivo é ressaltar a importância do culto familiar, bem como trocar experiências, dicas e ideias para esse momento tão importante. Se você tem o hábito de fazer o culto com sua família e gostaria de compartilhar seu testemunho, envie seu relato para contato@vidacampestre.com.br

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Como lidar com crianças de gênio forte?


Identificar e aprender como lidar com o temperamento dos filhos desde a primeira infância é um importante auxílio para um processo de educação bem-sucedido, especialmente para os pais que têm em suas mãos um pequeno de gênio forte.

Como todos os tipos de temperamento, o gênio forte (ou colérico) apresenta características positivas e negativas. Se seu filho é muito ativo e disposto, decidido (por vezes até mesmo obstinado), persistente, altamente perspicaz, prático, observador, independente, mandão, dominador, desafiador, destemido, genioso, resistente a demonstrações de afeto e um tanto agressivo, é bem provável que você esteja diante de um pequeno colérico. Mas não se desespere. Embora o colérico apresente características fortes, se trabalhadas corretamente, elas poderão tornar-se grandes bênçãos. Uma prova disso é o apóstolo Paulo, cujas características próprias de colérico, após sua conversão, foram nobremente usadas pelo Senhor.

Assim, se você é pai ou mãe de um pequeno colérico, saiba que cabe a você cooperar desde agora com Deus para reforçar as características positivas e transformar as negativas. Este artigo reúne uma série de orientações práticas que a Equipe Vida Campestre recebeu em uma conversa exclusiva com Maiza Dias Ribeiro, conselheira graduada em Ministry in Counseling pela Florida Chrisntian University (EUA), mestranda em psicologia clínica, missionária e fundadora do projeto Alcançando Corações Brasil:

Ore muito
A criança colérica precisa de resistência. A palavra resistência denota pressão e energia, firmeza e um comportamento claro e inalterado, transmitindo à criança a mensagem de que o pai e a mãe sabem o que estão fazendo quando pedem e exigem certa atitude que foi negada pelo pequeno de "gênio forte". Essa resistência deve vir de alguém forte o bastante (os pais) a fim de ajudar a criança entender que há dificuldades na vida.

A criança de "gênio forte" é geralmente intolerante, teimosa, obstinada, e suas crises de fúria devem ser tratadas ora com humor, ora com indiferença.
O educador, terapeuta e pais devem desenvolver um estado de serenidade e autocontrole a fim de conquistar o respeito dessa criança destemida – o que somente é possível com constante oração.

Os pais devem interceder e orar em seu favor na mesma medida (ou mais) das pressões que vierem a exercer para a criança ceder. Lembre-se, a resistência inculcará na mente da criança uma clara e profunda ideia de que há mais alguém além dela mesma que sabe como lidar, vivenciar, agir e decidir.

Diga e faça
É muito importante para a educação do "gênio forte" que os pais façam exatamente o que dizem, que cumpram fielmente o que prometem. Um "gênio forte" não se relaciona nada bem com pessoas fracas e indecisas. Se um colérico testemunha os pais negando algo para ele em dado momento e cedendo em outro, certamente vai exigir o mesmo tratamento sempre. Os pais precisam ser coerentes em tudo que fizerem ou disserem. Cumprir o que se promete é um ponto de admiração para os filhos de temperamento forte. Eles admiram pessoas coerentes.

Seja calmo, mas firme
O "gênio forte" possui, mais por instinto do que por formação consciente, a capacidade de sentir e perceber quando alguém chegou ao limite (situação mostrada e exemplificada pela perda de controle) e usa isso para dominar. Percebendo que a perda de controle evidente foi conseguida, imediatamente ele acredita que pode ser a solução para a situação e que ele tem razão e não é o real problema do momento, que a pessoa em questão o teme, que sua reação foi e é uma clara demonstração de que ele é quem está certo no pleito. Por isso, a calma cheia de firmeza conseguida nas horas de "birra" faz mais do que falar.

Os pais devem dominar o temperamento do filho com firmeza, mas sem ira ou raiva, tom de voz alterado, agressividade ou palavras rudes. Ajudar a criança a extravasar com atividades sadias e dar-lhe a oportunidade de realizar e desenvolver atividades que ultrapassem sua capacidade para que perceba sua limitação e perca a ideia de que é onipotente.

O colérico respeita quem permanece firme e que não age com irritação. Calma cheia de firmeza é a solução. Lembre-se: FIRMEZA cheia de calma!

Jamais encolerize-se
Em geral, o que costuma acontecer com quem trata "gênios fortes" ou pequenos coléricos é se encolerizar junto com o pequeno, e isso é drástico.

Quando uma esposa de marido colérico, por exemplo, grita, chora e faz escândalo, o tal marido ganhou a questão. Ele no mesmo momento acredita que sua esposa é fraca e pode e deve ser ajudada a viver. Pensa que é seu dever ajudar aquela pessoa "descontrolada" a ganhar um pouco de equilíbrio (o colérico acredita que a maneira de ele enxergar a vida é a mais acertada) e aquela pessoa descontrolada e chorosa a sua frente "precisa dele". Tudo isso sem se dar conta de que a perda da razão da esposa foi PROVOCADA exatamente pelo temperamento colérico que ele possui.

A mesma situação se dá com os pais e filhos. Encolerizar-se com o filho colérico apenas agravará o problema e acentuará as características negativas do temperamento. Os pais devem usar mais a razão do que a emoção – e evitar a todo custo alterar-se.

Diga com calma e firmeza o que deve ser entendido e permaneça nessa posição de maneira que seja aquela a única opção que haja para o problema ser resolvido.

Evite chorar
O "gênio forte" ou colérico não administra muito bem o choro dramático de outras pessoas. Sente que o choro é sinal de fraqueza e diante do pranto aumenta sua ação colérica, pois ele mesmo só chora quando não aguenta mais e então se sente fraco.

Demonstre afetividade
A falta de afetividade natural do colérico o faz solitário e isso é algo terrível para ele, mas ele enfrenta a situação com mais agressividade ainda. Por isso, a necessidade de essa característica ser tratada desde cedo. Embora o colérico seja quase sempre "frio" e resistente a demonstrações de afeto, ele se mostra muito sensível quando entende que é falível e que não é onipotente.

Para ajudar o filho vencer esse traço, os pais devem demonstrar muito carinho e amor quando o filho aceitar, como também ajudá-lo a entender que isso é bom e agradável. Os pais devem demonstrar carinho um pelo outro na frente da criança sorrindo um para o outro de maneira prazerosa e constante.

É importante ensinar mais através do exemplo do que pela prática. Isto é, os pais devem mostrar como se faz carinho e como se demonstra afeto (sendo muito afetuosos entre si) e esperar até a criança decidir fazer carinho também.

Embora deva haver bastante demonstração de afetividade, é preciso cuidar para não confundir carinho com adulação ou mimo. A criança precisa perceber que a resistência por parte dos pais às suas atitudes negativas não se confundem com o amor que sentem por ela. Os pais podem e devem repetir muitas vezes que a amam e por isso estão empenhados em ajudá-la a agir corretamente.

Repita quantas vezes for necessário
A criança de temperamento difícil é mais propensa a resistir a orientação e por isso deve ouvir A MESMA orientação diversas vezes, centenas até. Essa constante intervenção paterna deve ocorrer sem que a criança perceba ou sinta que os pais estão cansados de tentar ajudá-la.

Vale lembrar que não se deve mudar a orientação pensando que por algum motivo a criança não entendeu (quando a criança não obedece, certamente foi porque está em processo ou é por birra. Dessa forma, “vence” a questão quem permanecer por mais tempo inflexível). Sendo assim, a criança precisa saber que aquilo que ela está ouvindo jamais vai mudar. Se mudar é porque não era tão certo assim e por isso, quem sabe, ela mesma estava certa em não atender os pais...

Para evitar o desânimo nas horas de crise, lembrem-se os pais o quanto seus próprios pais tiveram que repetir a mesma coisa até que finalmente tomassem a atitude correta!

O Céu se envolve nessa missão...
Queridos pais, vocês não estão sós na missão de treinar os filhos a vencer os traços negativos de seu temperamento. Vocês serão fortalecidos a cada dia para vencer essa batalha. O Céu se envolve com vocês. Creiam nisso. Aliados ao poder transformador de Deus, a vitória está garantida. Uma atmosfera de paz envolve os pais que oram. Mesmo na horas mais difíceis e mais desafiantes, a oração constante produzirá uma atitude de vencedores.

Por Maiza Dias Ribeiro
em especial para o Mãe Aprendiz - Vida Campestre

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