segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dicas para comprar uma propriedade rural: Documentação e negociação

Depois de um trabalhoso e necessário caminho chegamos à última fase – documentação e negociação. Esse é o momento mais importante de todos. Uma falha crítica nessa hora pode anular todo o investimento feito para chegar a este ponto, ou o pior, você pode ficar sem seu dinheiro e sem a propriedade.

Em primeiro lugar: não antecipe qualquer valor, nem um pequeno sinal, sem ter certeza da exatidão da documentação. Recomendo que você peça ao vendedor para fazer a proposta de venda por escrito, especificando o objeto da venda, valor e condições, anexando uma cópia da certidão de matrícula do imóvel (pode ser obtida no Cartório de Registro de Imóveis da região e custa barato). Nessa certidão pode ser verificado quem é o proprietário, localização do imóvel, área e se há algum impedimento para a venda. Esse documento é o mínimo para se fazer uma proposta, que deve ser também por escrito, com prazo de validade, e condicionando a que toda documentação esteja correta. Se for de seu interesse é hora de colocar algum carro ou imóvel no negócio (se o vendedor for uma pessoa simples, de inequívoca probidade, melhor fazer a negociação na palavra e você mesmo tirar a certidão de matrícula).

Muitas propriedades têm uma área no papel e outra de fato. Em geral, decorrente de processos arcaicos de medição usados no passado. Certamente você precisa saber qual é área real que está comprando. Então compensa pagar pelo serviço de um agrimensor ou fazer constar na sua proposta a divisão desse valor com o vendedor ou ainda repassar para ele essa despesa. Tudo vai depender da negociação. Pode também ocorrer que o vendedor já tenha feito uma mediação oficial, então, basta confirmar a confiabilidade do documento apresentado.

Há maneiras de corrigir essa possível divergência. No entanto, envolve custos, tempo e provavelmente anuência de todos os proprietários de terras confrontantes. Mas não desanime, uma propriedade escriturada, registrada e com toda documentação em ordem tem mais valor. Você pode encontrar a documentação necessária clicando aqui.

Um oficial do cartório de notas e/ou do cartório de registro de imóveis também pode ajudar você e o vendedor nessas questões. Mesmo assim, se você não se sentir seguro, contrate um advogado de confiança para assessorá-lo.

Depois de todos os documentos e certidões cuidadosamente verificados chegou a hora de receber a escritura e pagar. Recomendo que o pagamento seja feito no cartório, no momento da escritura, através de cheque visado e que conste na escritura a discriminação do cheque. Se há trocas envolvidas (carros ou imóveis) é nessa hora que devem ser feitas todas as transações. Lembrando que é permitido passar a escritura de um imóvel em qualquer cartório do país (não precisa ser no cartório do local onde está a propriedade). Diferentemente, o registro só pode ser feito no cartório de registro de imóveis da localidade onde está a propriedade.

Chegamos ao final da série, espero que tenha sido útil. Aproveito para repetir minha primeira recomendação: muita oração, pois cremos que o Senhor dirige a vida daqueles que confiam nEle inteiramente e se submetem à Sua vontade.

Para acessar o primeiro artigo desta série, clique aqui.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Vídeo: O que poderia ter sido, pode ser!

O que poderia ter sido na Assembleia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia em 1901, pode ser em 2015! Assista a este vídeo e saiba como!
Se eles, em humildade de alma, tivessem liderado uma obra de confissão e consagração; se tivessem dado mostras de que receberam os conselhos e advertências enviadas pelo Senhor para corrigir os seus erros, ter-se-ia dado um dos maiores reavivamentos desde o dia de Pentecoste - Ellen G. White, Cartas de Battle Creek, p. 55.
O que poderia ter sido, pode ser!
Em julho deste ano os adventistas do mundo inteiro se reunirão em San Antonio, Texas, para definir questões de grande importância que marcarão o rumo da Igreja daqui em diante. Por esta razão, a igreja foi convocada a orar de forma especial durante os dias que antecedem essa reunião. Saiba mais assistindo ao vídeo e também clicando aqui.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

A ineficácia das estratégias humanas

Lendo recentemente sobre a ressurreição de Cristo, deparei-me com a prepotência e ineficácia do ser humano quando o mesmo pretende combater a verdade. Confesso que não compreendo a insistência dos líderes religiosos judaicos em negar a divindade de Cristo diante de tantas evidências e sinais; mas agimos nós hoje diferentemente do que eles?

Depois da pública e irrefutável ressurreição de Lázaro, o Sinédrio determinou que ambos, Cristo e Lázaro, deveriam ser mortos. Incompreensível! Os líderes cumpriram o seu desígnio quanto a Cristo, e acharam que tinham aniquilado definitivamente Aquele que lhes expunha os erros e até mesmo as más intenções secretas do coração. Não aceitaram um Messias que veio de forma humilde, cujo interesse não era a glorificação do transitório reino terrestre de Israel, mas a transformação do caráter humano para integrar o reino eterno de Deus e vindicar o Seu nome perante o Universo. Esses líderes tiveram grande dificuldade em enxergar a divindade de Cristo, por vê-lo como um humano, nascido de mulher, humilde carpinteiro. Nossa dificuldade hoje é enxergá-Lo além de divino, como humano, como descendente de Abraão; além de Salvador, um Modelo para nós em todas as coisas e um exemplo de como podemos ser semelhantemente vitoriosos.

Para se prevenirem contra a anunciada ressurreição de Cristo, os líderes judaicos buscaram o poder do Estado. Conseguiram com Pilatos uma guarda especial para vigiar a tumba. Que ridículo! Homens efêmeros, presunçosos e egoístas, dirigidos pelo inimigo para batalharem contra a verdade. Pensavam ter conseguido a vitória e ter o controle da situação. A história se repete toda vez que duvidamos da Palavra de Deus e seguimos nossos próprios pensamentos, mesmo em assuntos que julgamos de pouca importância. Quando aceitamos opiniões humanas, afirmações da ciência ou qualquer interpretação teológica que contraria um “assim diz o Senhor” estamos agindo como traidores de Cristo. 
  
No domingo cedo quando Jesus ressuscitou, a guarda romana ficou como morta. Tal fato mostra que as estratégias humanas, mesmo aparentemente indestrutíveis, não conseguem deter os servos do Altíssimo que andam segundo a Sua vontade. Quando o Senhor determina, o mar não afoga, o fogo não queima, o deserto não consome, os leões não atacam, o veneno de víboras não mata, e mais, pão cai do céu, rios param de correr, animais falam, água sai da rocha, e até mesmo mortos ressuscitam. Louvado seja o nosso Deus! Creiamos em Suas promessas, pois Ele é fiel.

Nestes últimos dias, muitos dentre o nosso próprio povo, a exemplo dos judeus, levantar-se-ão contra a verdade, uns de forma declarada outros de forma sútil. “Será ateado contra os testemunhos um ódio satânico. A atuação de Satanás será perturbar a fé das igrejas neles, por esta razão: Ele não pode achar caminho tão fácil para introduzir seus enganos e prender almas em suas mentiras se as advertências e repreensões e conselhos do Espírito de Deus forem atendidos” (E.  G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 48).

Os líderes religiosos da igreja de Deus daquela época subornaram os guardas para mentirem sobre a ressurreição a fim de continuarem no poder. Estamos nós dispostos a sacrificar nossa posição, emprego, reputação, liberdade religiosa, etc. para ficarmos ao lado da verdade, mesmo sendo minoria? Que o Senhor nos dê a coragem necessária para sermos fiéis até a morte. “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” ( 2 Coríntios 13:8). “Finalmente a verdade triunfará sobre a falsidade, e Deus subjugará o adversário” (E. G. White, Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 72)”. Logo estaremos no Lar Eterno.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mãe - o termômetro do lar

Estávamos nos preparando para sair de casa. Eu estava na cozinha quando pela janela pude ver que o Logan e a Larissa estavam começando uma discussão. Tirei meus olhos deles por um segundo e quando vi o Logan empurrou a irmã. Ela caiu e acabou machucando o joelho. 

Naquele segundo foi como se meu sangue tivesse subido para minha cabeça e todos os meus impulsos nervosos vieram à tona. Pedi sabedoria à Deus para saber como lidar com essa situação. Enquanto isso, o Logan entrou e foi até a cozinha me contar o que tinha acontecido e com o coração apertado ele me disse que tinha empurrado a irmã porque estava nervoso com ela.

Parece que em minha mente não havia sabedoria alguma e eu já estava super brava, e até nervosa com Deus por Ele não ter me dado nenhuma idéia de como resolver a situação. Eu mesma estava a ponto de explodir!

-
 Logan! - disse com fúria em meus olhos - Eu vi tudo! Porque você fez isso! Você sabe que sua irmã é menor do que você, você precisa aprender a controlar sua raiva, você é o mais velho.

Em menos de um minuto o Logan já estava chorando com a quantidade de palavras que eu tinha jogado sobre ele como uma chuva de pedras atingindo direto o coração.

Alcançar o coração de nossos filhos, sei que como pais esse é nosso maior desejo, mas devemos alcançá-los com pedras ou com flores? 

Deus diz ao jovem: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Provérbios 23:26). O Salvador do mundo Se deleita em que as crianças e jovens Lhe dêem o coração. Há talvez um grande exército de crianças que serão encontradas fiéis a Deus por andarem na luz, assim como Cristo na luz está. Amarão ao Senhor Jesus, encontrando prazer em agradar-Lhe. Não ficarão impacientes quando reprovadas; mas alegrarão o coração do pai e da mãe com sua bondade, paciência, boa vontade para fazer tudo quanto puderem para os ajudar a suportar os fardos da vida diária. Através da infância e juventude, serão achados fiéis discípulos de nosso Senhor - E. G. White, Mensagens aos Jovens, p. 333.
Nesse dia, enquanto viajávamos, tive tempo para rever meus atos de poucos minutos atrás e com lágrimas nos olhos fui aceitando o que Deus foi me mostrando através de versos da Bíblia musicados.

"Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas" 
(Jeremias 6:16).


Meu coração estava inquieto e ansioso, buscando calma e novamente Deus me trouxe a mente um verso que diz: "E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados" (1 Pedro 4:7,8). 

Será que em vez de ter pedido por sabedoria na hora de minha fúria, não deveria eu ter pedido amor? Mas para obter esse amor eu preciso pedir pelo Espírito de Deus, porque Deus é amor e o amor cobrirá a multidão de pecados.

"Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lucas 11:13).

"Como uma criança suplica pão ao pai ou à mãe quando está com fome, assim o Senhor gostaria que Seus filhos viessem a Ele em suas necessidades. ... – (E. G. White, O Lar Adventista, p. 299)

Jesus, nosso precioso Salvador, suportou o açoite por duas vezes, mas os casos de perdão e de cura que Ele ministrou são inumeráveis. Não deveria ser assim com nossos filhos? O amor de Cristo nos constrange, e nosso amor firme vai poder ter o mesmo efeito, com muito perdão e cura e uns poucos açoites, se necessário. Quando meu filho veio apenas se confessar, contando o que havia em seu coração, eu lhe atirei muitas pedras com minhas palavras, esquecendo que nosso Deus, quando eu confesso minhas falhas, não me atira pedras, mas sim me cobre com Seu infinito amor e bondade.


Nosso lar deve ser um pedaço do céu na terra, um modelo do futuro lar. A lembrança da infância deve ser cheia de saudades do amor e segurança do lar. Um lugar para o qual desejem voltar. 

No pouco destaque dado a Sua meninice e juventude há um exemplo para os pais e para os filhos, de que quanto mais tranqüilo e pouco comentado for o período da infância e da juventude, e quanto mais natural e livre de agitação artificial, tanto mais seguro será ele para os filhos e mais favorável à formação de um caráter de pureza, simplicidade natural e verdadeiro valor moral. — E. G. White, The Youth’s Instructor, Fevereiro de 1873. 
Que nós possamos encontrar tempo para uma caminhada com nossos filhos, andar de bicicleta, cultivar esse tempo precioso enquanto nossos filhos querem estar conosco, enquanto ainda há tempo. Aqui em casa todos os dias ao fim da tarde encontramos um tempinho para brincar juntos. Se o tempo permite lá fora, jogamos bola, se dentro de casa, brincamos de gato mia, jogamos dominó e esse pouco tempo transforma a vida de nossos pequenos, como eles apreciam estar em nossa companhia. 
Decidam os pais cristãos que serão leais a Deus, e disponham-se a reunir os filhos no lar consigo e assinalem [simbolicamente] os umbrais com sangue, representando Cristo como o único que pode proteger e salvar, a fim de que o anjo destruidor passe por alto o feliz círculo da família. Que o mundo veja que uma influência mais que humana está em operação no lar. Mantenham os pais vital conexão com Deus, pondo-se do lado de Cristo, e mostrem por Sua graça que grande bem pode ser realizado por meio da ação paterna. – E. G. White, Fundamentos do Lar Cristão, p. 129.
Satanás e seu exército estão fazendo os mais poderosos esforços para controlar a mente das crianças, e estas devem ser tratadas com imparcialidade, ternura e amor cristãos. Isso causará uma forte influência sobre elas, e sentirão que podem depor ilimitada confiança nos pais. Lancem em torno dos filhos os encantos do lar e do convívio com vocês. Se assim fizerem, eles não terão tanto desejo de se unirem com outras companhias. ... Devido ao mal que há, agora, no mundo, e à restrição que é necessário impor aos filhos, os pais devem ter cuidado dobrado em mantê-los unidos ao seu coração, fazendo-os compreender que desejam sua felicidade. – Ibid., p. 94.
A mãe deve cultivar disposição alegre, contente e feliz. Todo esforço neste sentido será abundantemente recompensado, tanto na boa condição física como no caráter de seus filhos. O espírito satisfeito promoverá a felicidade de sua família, melhorando em alto grau a saúde dela própria. — E. G. White, O Lar Adventista, p. 432.
Que nós mães aprendizes possamos circundar nosso lar com a ternura e o amor cristãos, sabendo que somos termômetros no lar. Se a mãe está feliz, o lar é feliz. Que nosso sorriso seja maior que nossos olhares de reprovação ou irritação e que a felicidade e alegria sejam as únicas memórias de infância que nossos filhos possam ter.

Com alegria,



Luciana Riges
Mãe aprendiz do Logan (8), Larissa (6) e Lance (3 meses).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O tempo de Deus

Com frequência ouço a expressão: isso ou aquilo ocorrerá no tempo de Deus; mas, o que pretendemos dizer quando usamos o termo “no tempo de Deus”? Não me parece que estamos nos referindo aos tempos proféticos datados, pois essa expressão geralmente é usada para apontar algum momento no futuro, quando esperamos que algo aconteça, por essa razão não creio estar relacionada às profecias com datas, visto que essas terminaram em 1844. Então? Qual é o real significado que queremos dar ao dizermos “no tempo de Deus”?

Parece-me que por vezes queremos devolver a Deus a responsabilidade que Ele nos legou. Deus dotou Seus filhos com o livre arbítrio, e de nossas escolhas dependem os resultados. “Tudo depende da reta ação da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo” (E. G. White, Caminho a Cristo, p. 47). Portanto, quando escolho nada fazer a respeito de uma situação que exige de mim atitudes, não posso esperar que “no tempo de Deus” o problema seja resolvido conforme eu imagino. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Por exemplo, se já compreendi que a ordem do Senhor é que Seus filhos vivam no campo, e nada faço para cumprir essa ordem, ou seja, não dou os passos necessários para que a mudança se concretize, estaria correto dizer que “no tempo de Deus” irei para o campo? Deus poderia agir contra a minha vontade se a base de Seu Governo, que é o amor, fundamenta-se no respeito às minhas escolhas?

Um outro exemplo é quando nos referimos à conversão de outra pessoa, a qual desejamos que deixe seus atuais caminhos e se consagre a Deus. Mas o que estamos fazemos em prol dessa alma? Estamos orando incessantemente por essa conversão? Estamos dando bom exemplo de fidelidade e alegria na caminhada cristã para despertar interesse nela? Estamos fazendo o nosso melhor para alcançar esse resultado? Mesmo agindo assim, devemos lembrar que a escolha do indivíduo é soberana, e que não há predestinação, mas o Espírito Santo age hoje e a cada dia até que seja definitivamente repelido. Assim sendo, a expressão “no tempo de Deus” não deve ser usada em caso de procrastinação da decisão de uma pessoa, pois o desejo de Deus é tê-la em Seu reino imediatamente. “Agora é o tempo de Deus, e o tempo dEle é o seu tempo. Lute o bom combate da fé, recusando-se a pensar ou falar em incredulidade” (E. G. White, Testemunhos para a Igreja, v. VIII, p. 53-54).

Veja este conselho inspirado: “Viva de acordo com seus próprios pedidos. Coopere com Deus, trabalhando em harmonia com Ele... Deus fez sacrifícios surpreendentes em favor dos seres humanos. Ele gastou energia poderosa para regenerar o homem da transgressão e do pecado para a lealdade e obediência, mas foi-me mostrado que Ele nada faz sem a cooperação de agências humanas” (ibid.).

“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15).

terça-feira, 14 de abril de 2015

Dicas para comprar uma propriedade rural: O que analisar?

Depois de ter decidido "PARA ONDE IR?" e com a lista em mãos de alguns sítios selecionados conforme orientação em “COMO ESCOLHER O IMÓVEL?”, chegamos a fase mais analítica do processo.

Pode ser que sejamos tentados a escolher pela aparência, como o profeta Samuel diante dos candidatos a substituto do rei Saul, mas aparência não é o mais importante, nem em seres humanos nem em propriedades rurais. Sem dúvida um lugar atraente é desejável, mas veja a seguir, o que é mais importante neste momento (a ordem de prioridade pode ser observada sem rigidez):

1. Água - verifique a existência de água para consumo familiar e uso na propriedade. O melhor é que tenha nascentes perenes – algumas nascentes aparecem somente na época das chuvas -  melhor ainda se a água chegar ao destino por gravidade. Poços caipiras ou artesianos precisam de bomba elétrica ou outra forma de bombeamento, o que talvez possa vir a ser um problema. É muito interessante se a propriedade possibilitar a geração de energia elétrica própria. Rios ou córregos são importantes, mas se passam por outras propriedades acima da “sua”, a água pode vir contaminada (currais, chiqueiros, agrotóxicos, esgoto, etc.). Lagos são desejáveis, porém é preciso verificar se são alimentados por água incontaminada, especialmente se o seu interesse for piscicultura ou se planeja utilizar essa água para irrigação.

2. Vizinhança - verifique o que os seus vizinhos produzem e o método de plantio que usam, pois agrotóxicos podem ser levados pela água da chuva para sua terra, pior ainda se chegarem aos seus mananciais. Verifique também a proximidade com plantações de origem transgênica, lembrando que o pólen pode ser levado pelo vento ou insetos e contaminar a sua futura plantação. Veja se há vilarejo próximo e que tipo de pessoas vivem lá, principalmente se no local há histórico de roubos, invasões de propriedades, etc.);

3. Privacidade - melhor se a propriedade for fim de linha, isto é, que a estrada de acesso termine na propriedade, ou pelo menos que a casa sede não fique próxima à estrada; também é bom que a casa esteja a uma distância que não permita a visão e nem chegue som de vizinhos;

4. Iluminação solar - verifique se na maior parte do dia a propriedade recebe luz solar. Pequenas propriedades no sopé de montanhas podem ter esse inconveniente;

5. Topografia - verifique quanto da propriedade é aproveitável para atender aos seus interesses – agricultura, criação de animais, etc. Áreas tratoráveis, em geral, são mais nobres;

6. Qualidade do solo - veja qual é o tipo de solo da propriedade, por exemplo: arenoso, argiloso, calcário, humoso, siltoso, etc. Às vezes há mais de um tipo na mesma propriedade. Verifique se o tipo de solo adequa-se às suas necessidades. Verifique também se a terra tem sido usada para a agricultura convencional, se assim for, e você intenciona fazer agricultura orgânica, então, certamente gastará alguns anos e recursos para desintoxicar a terra;

7. Reserva legal - em linhas gerais, deve-se preservar 20% da propriedade rural, quando situada em área de floresta ou outras formas de vegetação nativa, nas regiões do País que não integrem a Amazônia Legal, onde o percentual é de 35% quando situada em área de cerrado;

8. Acesso - certifique-se de que o acesso à propriedade seja possível, tanto em tempo de seca quanto em tempo de chuva. Proximidade com estradas asfaltadas tem prós e contras. Geralmente, quanto mais perto do asfalto, mais riscos de intrusos e a instalação de chácaras na vizinhança; quanto mais longe, mais dificuldade para trafegar e mais estragará o seu carro;

9. Energia - verifique que tipo de energia há na propriedade. Avalie as fases – monofásico, bifásico, trifásico - e a potência gerada ou recebida – KVA – se atenderá sua demanda;

10. Benfeitorias - casas, galpão, estufa, garagem, oficina, pomar, horta, canil, baias, curral, cercas, estrutura de irrigação, etc., tudo isso deve ser avaliado, pois construir em zona rural é mais caro e trabalhoso do que construir na cidade, devido à distância da revenda de materiais e a dificuldade em conseguir mão de obra qualificada. Além disso, um pomar pode levar anos para tornar-se produtivo se você começar do zero. É importante verificar o nível e estado das construções existentes, e avaliar quanto você gastará com reformas e novas construções. Algumas propriedades são vendidas na modalidade “porteira fechada”, isto significa que o proprietário não irá retirar nada do que está na propriedade; nesse caso, inclua na avaliação esses bens, tais como, tratores, equipamentos, móveis, utensílios, animais, etc.

11. Escola - sítio é um bom lugar para educação domiciliar, e certamente você não se arrependerá, mas se a sua intenção for colocar os seus filhos em escola, certifique-se que existe essa possibilidade.

Dica especial: Se você não consegue analisar os itens acima ou parte deles, não se acanhe em convidar um amigo entendido no assunto, ou mesmo contratar um profissional que lhe forneça as informações com precisão, evitando assim surpresas desagradáveis posteriores à compra. E continue orando!
Próxima dica: documentação e negociação.

Até breve!



sábado, 4 de abril de 2015

O ladrão na cruz - fez mais do que imaginamos

Muitas vezes ouvi que um dos ladrões que foi crucificado ao lado de Cristo aproveitou como quis a vida e no último instante aceitou Jesus, garantindo assim o seu lugar no Paraíso.

Parece-me que esse aspecto da entrega final do malfeitor tem levado alguns a desprezarem as oportunidades que se apresentam diariamente para uma radical mudança de vida, e a adiarem indefinidamente a tomada de decisão de submeterem-se à vontade de Deus sem reservas, crendo que poderão decidir-se no futuro, momentos antes da grande crise final.

 “Que fé teve aquele ladrão moribundo sobre a cruz! Aceitou a Cristo quando aparentemente era uma absoluta impossibilidade que Ele fosse o Filho de Deus, o Redentor do mundo. Na oração do pobre ladrão, houve uma nota diferente da que soava em toda parte; foi uma nota de fé, e chegou até Cristo. A fé nEle por parte do moribundo foi como a mais suave música aos ouvidos de Cristo. A alegre nota de redenção e salvação foi ouvida entre as agonias de Sua morte. Deus foi glorificado em Seu Filho e por intermédio dEle. (Ellen White, MM 1995, O Cuidado de Deus, 18 de setembro, p. 275).

Estamos nós dispostos a andar contrariamente à maioria, mesmo do professo povo de Deus, que optou pela mornidão? Muitos estavam dispostos a clamar hosanas ao filho de Davi quando Cristo curava e multiplicava alimentos, mas quando quase todos O abandonaram, somente o ladrão O glorificou. Como podemos hoje glorificar a Cristo, quando a maioria O nega por suas escolhas e atitudes que se assemelham às dos descrentes?

“Nisto é glorificado Meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis Meus discípulos” (João 15:8). Devemos glorificar a Deus em nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20), e também, comendo, bebendo ou fazendo qualquer outra coisa (1 Coríntios 10:31). Fica evidente que glorificar a Deus é muito mais do que cantar na igreja, está relacionado a fazer o que agrada a Deus em tudo, o que é possível quando escolhemos entregar incondicionalmente nossa vontade para sermos dirigidos pelo Espírito Santo.

Voltando ao ladrão. “Este não era um criminoso endurecido; extraviara-se por más companhias, mas era menos culpado que muitos dos que ali se achavam ao pé da cruz, injuriando o Salvador. Vira e ouvira Jesus, e ficara convencido, por Seus ensinos, mas dEle fora desviado pelos sacerdotes e príncipes. Procurando abafar a convicção, imergira mais e mais fundo no pecado, até que foi preso, julgado como criminoso e condenado a morrer na cruz” (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, p. 749).

Os frutos que se seguiram à sua entrega foram visíveis. Fez tudo o que estava ao seu alcance, de acordo com sua fé. Glorificou o Salvador e o seu testemunho do amor e bondade de Cristo atravessou séculos e atingiu bilhões de pessoas. Ele morreu, mas suas obras continuam até hoje. Cristo deu ao ladrão o mesmo que quer dar a todos que O glorificam: “Ao ladrão contrito sobreveio a perfeita paz da aceitação de Deus” (Ibid., p. 751).




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