sexta-feira, 12 de junho de 2015

O perfume do caráter de Cristo

Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. 2 Coríntios 2:14.


Não há esperança para o êxito de qualquer organização religiosa em que a crítica seja acatada como uma fina arte e chamada de discernimento espiritual. Os homens poderiam bem ser cegos às faltas alheias em vez de inspirados pelo espírito perspicaz e pesquisador que se concentra em achar defeitos naqueles a quem o Senhor ama e mediante os quais opera. Todos carecemos de humilhar-nos, e não ter uma idéia exaltada do eu.


O maior sofrimento do coração que já suportei foi causado pelo desejo de amor e unidade entre os irmãos. Em palavra, espírito e vida devemos manifestar Cristo, não as idéias peculiares e noções do eu. Por essas idéias muitos foram prejudicados e embaraçados durante toda a vida e nunca souberam qual era a fonte do problema. ... 


Perdei de vista tudo o mais, exceto Cristo. Desejamos a Cristo em nossa humanidade, e Cristo deseja habitar em nós. Somos humanos e falíveis, cada um de nós, e a menos que Cristo seja formado no íntimo, a esperança de glória, cometeremos grandes equívocos em avaliar nossos colegas obreiros segundo nosso padrão e medida. Deus vê abaixo da superfície. Ele vê todo o bem, e anota todo o mal. Deixai para Ele a tarefa de atribuir julgamento aos vossos irmãos.


Tende um cuidado pelos jovens que estão agora formando o caráter. Dialogai com eles e ajudai-os no que puderdes fazer. Que ninguém eduque os moços e moças na ciência de apanhar faltas. Não permitais que a juventude vos apanhe encontrando faltas naqueles que não são de vossa simpatia. Os jovens são servos de Cristo que devem ser bem cuidados, encorajados no bem, na pureza e em santos pensamentos. Não carecem de lições sobre más-suspeitas. Satanás está pronto para instruí-los nessa linha. Ensinai-os a ser bondosos, respeitar e amar uns aos outros. ...


Mantende o perfume do caráter de Cristo em vossas próprias palavras e ações. Fazei com que os queixumes e lamúrias cessem definitivamente. Então os raios do sol da justiça de Cristo fluirão para vossos corações. Deus vos abençoará e vos fará uma bênção. ... 


É o caráter, não o terdes o nome nos livros da igreja, que vos torna cristãos. Que manifestações se darão quando Cristo, habitando no coração, for refletindo nas faces daqueles que O amam e guardam Seus mandamentos. ... O homem é transformado na imagem de Cristo. Um mundano pode passar e não ver a mudança, mas aqueles que tiveram comunhão com Cristo discernirão a expressão de Cristo em palavra, em espírito.

Por Ellen G. White

Fonte: Meditação Matinal Olhando para o Alto, 14 de janeiro, p. 17. Grifo nosso.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Estudo Advento - Participe!

Minha família e colegas participantes (azul) 
e equipe profissional (branco)
O Estudo Advento é uma pesquisa científica pioneira realizada pela USP (Universidade de São Paulo) que tem como objetivo analisar o estilo de vida dos adventistas do sétimo dia com idades entre 35 a 74 anos e compará-lo com o de uma população não pertencente à Igreja.

Os participantes realizam de forma gratuita uma bateria de exames médicos estimados em doze mil reais e os resultados ajudarão essa importante pesquisa a correlacionar o estilo de vida ao aparecimento de doenças crônicas que acometem a população adulta, principalmente as doenças cardiovasculares e o diabetes. 

Esse estudo começou em 2013 e terminará este ano. Minha família e eu tivemos o privilégio de conhecer e participar da pesquisa. Fomos muito bem recebidos e atendidos pela equipe. Até mesmo minha filha (3 anos) ficou muito contente em participar do projeto como acompanhante!

Estendo a você o convite para colaborar com esse importante projeto. A pesquisa já está caminhando para sua fase final e segundo o coordenador geral, Dr. Everton Padilla Gomes, a maior necessidade atual é de participantes ovolactovegetarianos, vegetarianos e veganos. Para obter mais informações, acesse o site oficial do estudo clicando aqui.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cantinho de oração - faz a diferença!

O cantinho ou câmara de oração é algo conhecido e praticado em algumas famílias. No entanto, pessoalmente, sempre pensei que não fosse necessário um cantinho específico para orar, mas que a oração poderia ocorrer em qualquer local. Isso é verdade. A oração pode e deve ocorrer sempre que necessário, não importa onde estejamos. Mas depois de ouvir o lindo testemunho a respeito de como um local e horários específicos para oração ajudaram uma mãe a criar nada mais, nada menos que 34 filhos, decidi criar um aqui em casa também - e que diferença tem feito! 

Como eu, algumas amigas também decidiram criar esse espaço em seus lares e estabelecer uma rotina saudável de oração entre os membros da família. A seguir, compartilho com você o que fizemos:



Câmara de oração da família Riges
Luciana Riges, mãe do Logan (8), Larissa (6) e Lance (5 meses), foi a primeira entre nós a tomar a iniciativa de criar uma câmara de oração em seu lar depois de ler o testemunho.

Inspirada, ela deixou de fazer algumas atividades domésticas para se dedicar a organizar esse espaço em um único dia. Fez uma escala de oração de forma que cada membro da família tivesse quatro horários específicos para orar ao longo do dia e assim deixar a câmara em atividade de hora em hora.


No horário marcado, ela chama a criança responsável para orar. A criança ora e depois pode escolher ler com ela um verso bíblico, ou escutar um hino ou pintar um desenho no papel ou no quadro branco. O primeiro horário é às 7h30 e os membros da família (total 4, sem contar o bebê) vão se intercalando até o último horário, às 18h30. Como as crianças ainda são pequenas, o tempo que passam na câmara de oração é de aproximadamente 5 minutos.


Segundo ela, essa rotina de oração na câmara tem feito muita diferença no comportamento das crianças. Elas passaram a compartilhar melhor, a brincar juntas sem discussões e a ficarem mais contentes. Quando em viagem, a rotina permanece. Eles buscam a Deus onde estão e elevam uma oração.



Câmara de oração da família Deana
Eu também fiquei muito impressionada com o testemunho da senhora que educou 34 filhos e com sua experiência com a câmara de oração, mas fiquei sem saber como fazer isso, já que aqui em casa somos em 3 (na prática 2, pois o esposo geralmente está envolvido em atividades externas durante o dia) e não visualizava um espaço para montar uma câmara. Mas com o testemunho da Luciana, me animei a buscar uma solução.

Lembrei-me de um espaço em desuso que foi criado para ser um futuro armário. Com a ajuda de Deus, minha filha e eu organizamos esse espaço em uma aconchegante câmara de oração.


Estabeleci alguns horários fixos para orarmos ali e já estamos seguindo essa rotina de oração há 3 semanas. Como durante o dia somos apenas minha filha e eu, e ela ainda precisa de acompanhamento, vamos à câmara juntas 3 vezes ao dia. A primeira logo quando ela acorda, para fazer a devoção pessoal. Depois um pouco antes das atividades externas para orar por alguém e por pedidos especiais e depois à noite, antes de dormir. Além disso, meu esposo e eu temos horários de oração particular, não necessariamente na câmara.

Como minha filha ainda é pequena, as orações são breves. Assim, desenvolvemos algumas atividades logo após o período de oração, porém, também breves, de modo que permanecemos na câmara por volta de 10 minutos. São elas:
Graziella fazendo sua
devoção pessoal

Primeira visita: Devoção pessoal - Oração + ouvir um dos CDs desta série acompanhando no livro (fazemos um CD por semana) + oração final por pedidos especiais e poder para obedecer.

Segunda visita: Oração intercessora - sorteamos um nome e oramos pela pessoa sorteada. Oramos e em seguida confeccionamos um cartão ou gravamos uma mensagem para enviar ao sorteado.

Terceira visita: Encerramento do dia - Oramos. Avaliamos o dia verbalmente (o que foi bom e o que não foi). Minha filha ganha um adesivo para colocar no painel em formato de coração como incentivo pelo dia positivo que teve.

No primeiro dia na câmara, escrevemos em um papel as qualidades que desejamos conquistar com Jesus, colamos na parede e desde então temos orado especificamente por elas. 

Desde que iniciamos esse programa, temos experimentado grandes e significativos progressos. É claro que não oramos somente essas vezes. A oração faz parte do nosso dia e buscamos a Deus toda vez que necessitamos de poder para vencer a tentação, de Sua ajuda ou para agradecê-Lo pelo cuidado e bênçãos, mas na câmara somente essas vezes. Tem sido uma experiência muito gratificante e realmente faz a diferença!


Bianca orando junto
à janela, como Daniel.
Como a Luciana e eu, Adriana Teixeira, mãe da Bianca (2 anos), também se animou para criar um cantinho de oração em sua casa. Inspirada na história bíblica de Daniel, ela decidiu montar o cantinho de oração próximo à janela. Ela decorou o espaço com duas figuras de crianças orando, que adquiriu aqui, colocou um tapetinho especial para oração e uma mesinha com Bíblia, lição da Escola Sabatina e um porta-retrato que a cada semana receberá fotos de pessoas diferentes em favor de quem a família orará.


Depois de ler os relatos acima, Evelin Vieira, mãe do Nathan (12 meses), passou vários dias pensando onde poderia criar o cantinho da oração dentro de sua casa. Ela pensou em fazer num cantinho em seu próprio quarto, mas depois pensou que não ia adiantar, pois iria acabar se distraindo com as coisas por fazer... 

Câmara de oração da família Vieira
Além do lugar costumeiro de orar e meditar ao ar livre, ela imaginou que seria muito bom ter um cantinho para estudar, orar e cantar abrigado do frio e da chuva. Foi então que Jesus a lembrou de um banheiro que não estava sendo usado. Ela tirou os apetrechos do banheiro e fez ali um cantinho especial de oração - e sabe que ficou bem interessante?! Na parede, ela colocou duas gravuras inspiradoras de Jesus, um verso bíblico para memorizar e uma lista de nomes para oração intercessora. Colocou também uma caixinha com fotos das pessoas pelas quais a família pretende orar e para sortear diariamente com filho pequeno. Quanto aos horários, ela decidiu adotar a mesma rotina que a Grazi e eu: 3 visitas breves ao dia.

Nosso desejo é que com esses testemunhos você também se anime a criar um lugar especial no tempo e no espaço para a oração em seu lar. Sem dúvida, essa é uma maneira poderosa de ensinar na prática aos filhos que a oração é muito importante e deve ter destaque na vida do cristão. Muita oração, muito poder!

E se você precisar de mais sugestões de como fazer isso, há alguns anos o Projeto Restaure produziu um vídeo (abaixo) com várias sugestões para estabelecer desde a infância hábitos de oração e estudo da Bíblia. Esse projeto também oferece alguns materiais interessantes para serem usados nesses momentos. Clique aqui para conhecer.


Por Karina Carnassale Deana
Mãe aprendiz da Graziella (3 anos)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Testemunho: 34 filhos!


Há algum tempo, algumas amigas e eu tivemos uma conversa sobre as vantagens e desvantagens de se ter um segundo filho. Eu tenho apenas uma filha e confesso que algumas vezes me peguei preocupada com essa questão e tudo que a envolve. Mas depois de ouvir o testemunho de uma querida irmã, assumi minha condição de "minhoca no asfalto quente" (explicarei abaixo) e decidi deixar essa e outras questões estritamente nas mãos de Deus. Com o testemunho dela, percebi a pequenez da minha fé e o quanto ainda tenho a aprender sobre confiança em Deus.

Tive o privilégio de receber em minha casa a visita de uma senhora que criou e educou nada mais nada menos do que 34 filhos! Uau! Só o fato de ela estar viva já foi surpreendente para mim, então é claro que no pouco tempo que tivemos juntas quis absorver tudo que ela tinha a me ensinar...

Essa senhora disse que quando mais jovem era uma exímia professora. Sua classe de 45 alunos era super bem comandada por ela e todos a elogiavam muito pela ordem e pelo comportamento da turma. Não demorou muito e ela recebeu o chamado para dirigir um orfanato junto com o esposo e o filho único. Ela deixou a casa recém reformada e foi morar num casarão velho para cuidar de 12 crianças. Como ela era uma professora muito bem conceituada, logo pensou que seria muito fácil controlar 12 crianças, mas logo nas primeiras semanas ela percebeu a situação tenebrosa em que tinha se metido. Desesperada, saiu para o quintal em prantos, brigando com Deus por ter enviado esse chamado para ela. A vontade dela mesmo era morrer de desespero. Sumir do mapa. Largar tudo. No meio dessa briga com Deus, que ocorreu num dia de muito calor, ela ouviu uma voz muito nítida em sua mente que disse: "Filha, você é uma minhoca no asfalto quente!". Ainda mais desesperada com essa revelação, ela imaginou estar ouvindo o inimigo. A voz repetiu essa mesma frase algumas vezes e ela pensou: "Mas minhoca no asfalto quente MORRE!". A impressão prosseguiu: "Isso mesmo, sozinha você vai morrer". Nesse momento, ela se deu conta de que tinha aceitado o chamado se apoiando em seu conhecimento, em sua fama de boa professora e em suas forças - de que nada mais eram do que forças de uma minhoca para sair de um asfalto quente! A voz em sua mente deu instruções muito claras: "Quebre o banheiro principal do casarão e transforme em uma câmara de oração. Coloque ali Bíblias, hinários e livros do Espírito de Profecia. Organize a casa de tal forma que ali se revezem duplas durante o dia inteiro". 

A impressão foi tão forte que essa senhora entrou no casarão com o objetivo de quebrar o banheiro imediatamente. O marido estava pronto para reformar o banheiro, que estava em péssimas condições, pois o outro banheiro era bem pequeno para tanta gente. Quando viu a esposa pegar o martelo e começar a quebrar o vaso sanitário, ele levou um susto. Ela nem quis saber, continuou o quebra-quebra. Sem opção, ele começou a ajudar. Quebraram tudo e transformaram em uma câmara de oração. Ela fez uma escala para as crianças e eles se revezarem ali durante o dia em duplas. A minhoca no asfalto entregou o controle para Deus...

Perguntei à essa irmã como ela fez para lidar com os traços de caráter dessas crianças cuja influência pré-natal e também posterior eram tão negativas. Ela me explicou que tudo era colocado no altar de oração, tudo se resolvia na câmara de oração com Deus. Obviamente, esse lar tinha regras e seguia os princípios da educação cristã, mas ela me explicou que colocar os princípios de Deus em prática sem oração é o mesmo que remar sem sair do lugar. A paz reinou entre eles. Ela NUNCA mais teve problemas de comportamento. Notem a palavra: NUNCA!

Poucos meses mais tarde, os financiadores do orfanato decidiram fechar o lugar e enviar as crianças para abrigos do estado. O casal ficou chocado. Como poderiam deixar essas 12 crianças irem para mãos não cristãs? O casal de origem simples e sem recursos decidiu assumir as 12 crianças por sua própria conta e risco. Pela fé, assumiram os 12 como filhos. Eles decidiram que não pediriam ajuda ou doações a ninguém para que ninguém os acusasse de assumir as crianças para obter vantagens. A partir de então houve uma sucessão de milagres extraordinários que só de lembrar os detalhes faz meus olhos encherem de água. Deus se preocupou com cada detalhe, cada necessidade, cada anseio, cada desejo, mesmo infantil, dessa família e mais... não parou de acrescentar filhos! Não é porque estavam sem ajuda financeira que fechariam as portas de seu lar. Cada um que aparecia, eles acolhiam. Eles chegaram ao número de 34! E todos foram criados e educados nos caminhos de Deus. Todos foram sustentados e amparados pelo Senhor e por esse casal que os têm como verdadeiros filhos. Gostaria de relatar aqui os milhares de milagres que essa grande família experimentou, mas a maior lição é: Deus é Deus. Com Ele tudo podemos, não temos nada a temer e podemos confiar em Suas providências e sabedoria - até mesmo para criar 34 filhos de origem mais negativa aos olhos humanos e cooperar com Ele para transformá-los por Seu amor.

Ao final desse incrível testemunho, perguntei à irmã se ela faria tudo de novo se pudesse voltar ao passado. Ela respondeu: "Sim, só que teria mais filhos! Se pudesse voltar ao passado, gostaria de ter 200!" 

Que possamos hoje reconhecer a nossa condição de "minhoca no asfalto quente" e entregar o controle de toda a nossa vida nas mãos de Deus!

Por Karina Carnassale Deana
Mãe aprendiz da Graziella (3 anos).

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dicas para comprar uma propriedade rural: Documentação e negociação

Depois de um trabalhoso e necessário caminho chegamos à última fase – documentação e negociação. Esse é o momento mais importante de todos. Uma falha crítica nessa hora pode anular todo o investimento feito para chegar a este ponto, ou o pior, você pode ficar sem seu dinheiro e sem a propriedade.

Em primeiro lugar: não antecipe qualquer valor, nem um pequeno sinal, sem ter certeza da exatidão da documentação. Recomendo que você peça ao vendedor para fazer a proposta de venda por escrito, especificando o objeto da venda, valor e condições, anexando uma cópia da certidão de matrícula do imóvel (pode ser obtida no Cartório de Registro de Imóveis da região e custa barato). Nessa certidão pode ser verificado quem é o proprietário, localização do imóvel, área e se há algum impedimento para a venda. Esse documento é o mínimo para se fazer uma proposta, que deve ser também por escrito, com prazo de validade, e condicionando a que toda documentação esteja correta. Se for de seu interesse é hora de colocar algum carro ou imóvel no negócio (se o vendedor for uma pessoa simples, de inequívoca probidade, melhor fazer a negociação na palavra e você mesmo tirar a certidão de matrícula).

Muitas propriedades têm uma área no papel e outra de fato. Em geral, decorrente de processos arcaicos de medição usados no passado. Certamente você precisa saber qual é área real que está comprando. Então compensa pagar pelo serviço de um agrimensor ou fazer constar na sua proposta a divisão desse valor com o vendedor ou ainda repassar para ele essa despesa. Tudo vai depender da negociação. Pode também ocorrer que o vendedor já tenha feito uma mediação oficial, então, basta confirmar a confiabilidade do documento apresentado.

Há maneiras de corrigir essa possível divergência. No entanto, envolve custos, tempo e provavelmente anuência de todos os proprietários de terras confrontantes. Mas não desanime, uma propriedade escriturada, registrada e com toda documentação em ordem tem mais valor. Você pode encontrar a documentação necessária clicando aqui.

Um oficial do cartório de notas e/ou do cartório de registro de imóveis também pode ajudar você e o vendedor nessas questões. Mesmo assim, se você não se sentir seguro, contrate um advogado de confiança para assessorá-lo.

Depois de todos os documentos e certidões cuidadosamente verificados chegou a hora de receber a escritura e pagar. Recomendo que o pagamento seja feito no cartório, no momento da escritura, através de cheque visado e que conste na escritura a discriminação do cheque. Se há trocas envolvidas (carros ou imóveis) é nessa hora que devem ser feitas todas as transações. Lembrando que é permitido passar a escritura de um imóvel em qualquer cartório do país (não precisa ser no cartório do local onde está a propriedade). Diferentemente, o registro só pode ser feito no cartório de registro de imóveis da localidade onde está a propriedade.

Chegamos ao final da série, espero que tenha sido útil. Aproveito para repetir minha primeira recomendação: muita oração, pois cremos que o Senhor dirige a vida daqueles que confiam nEle inteiramente e se submetem à Sua vontade.

Para acessar o primeiro artigo desta série, clique aqui.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Vídeo: O que poderia ter sido, pode ser!

O que poderia ter sido na Assembleia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia em 1901, pode ser em 2015! Assista a este vídeo e saiba como!
Se eles, em humildade de alma, tivessem liderado uma obra de confissão e consagração; se tivessem dado mostras de que receberam os conselhos e advertências enviadas pelo Senhor para corrigir os seus erros, ter-se-ia dado um dos maiores reavivamentos desde o dia de Pentecoste - Ellen G. White, Cartas de Battle Creek, p. 55.
O que poderia ter sido, pode ser!
Em julho deste ano os adventistas do mundo inteiro se reunirão em San Antonio, Texas, para definir questões de grande importância que marcarão o rumo da Igreja daqui em diante. Por esta razão, a igreja foi convocada a orar de forma especial durante os dias que antecedem essa reunião. Saiba mais assistindo ao vídeo e também clicando aqui.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

A ineficácia das estratégias humanas

Lendo recentemente sobre a ressurreição de Cristo, deparei-me com a prepotência e ineficácia do ser humano quando o mesmo pretende combater a verdade. Confesso que não compreendo a insistência dos líderes religiosos judaicos em negar a divindade de Cristo diante de tantas evidências e sinais; mas agimos nós hoje diferentemente do que eles?

Depois da pública e irrefutável ressurreição de Lázaro, o Sinédrio determinou que ambos, Cristo e Lázaro, deveriam ser mortos. Incompreensível! Os líderes cumpriram o seu desígnio quanto a Cristo, e acharam que tinham aniquilado definitivamente Aquele que lhes expunha os erros e até mesmo as más intenções secretas do coração. Não aceitaram um Messias que veio de forma humilde, cujo interesse não era a glorificação do transitório reino terrestre de Israel, mas a transformação do caráter humano para integrar o reino eterno de Deus e vindicar o Seu nome perante o Universo. Esses líderes tiveram grande dificuldade em enxergar a divindade de Cristo, por vê-lo como um humano, nascido de mulher, humilde carpinteiro. Nossa dificuldade hoje é enxergá-Lo além de divino, como humano, como descendente de Abraão; além de Salvador, um Modelo para nós em todas as coisas e um exemplo de como podemos ser semelhantemente vitoriosos.

Para se prevenirem contra a anunciada ressurreição de Cristo, os líderes judaicos buscaram o poder do Estado. Conseguiram com Pilatos uma guarda especial para vigiar a tumba. Que ridículo! Homens efêmeros, presunçosos e egoístas, dirigidos pelo inimigo para batalharem contra a verdade. Pensavam ter conseguido a vitória e ter o controle da situação. A história se repete toda vez que duvidamos da Palavra de Deus e seguimos nossos próprios pensamentos, mesmo em assuntos que julgamos de pouca importância. Quando aceitamos opiniões humanas, afirmações da ciência ou qualquer interpretação teológica que contraria um “assim diz o Senhor” estamos agindo como traidores de Cristo. 
  
No domingo cedo quando Jesus ressuscitou, a guarda romana ficou como morta. Tal fato mostra que as estratégias humanas, mesmo aparentemente indestrutíveis, não conseguem deter os servos do Altíssimo que andam segundo a Sua vontade. Quando o Senhor determina, o mar não afoga, o fogo não queima, o deserto não consome, os leões não atacam, o veneno de víboras não mata, e mais, pão cai do céu, rios param de correr, animais falam, água sai da rocha, e até mesmo mortos ressuscitam. Louvado seja o nosso Deus! Creiamos em Suas promessas, pois Ele é fiel.

Nestes últimos dias, muitos dentre o nosso próprio povo, a exemplo dos judeus, levantar-se-ão contra a verdade, uns de forma declarada outros de forma sútil. “Será ateado contra os testemunhos um ódio satânico. A atuação de Satanás será perturbar a fé das igrejas neles, por esta razão: Ele não pode achar caminho tão fácil para introduzir seus enganos e prender almas em suas mentiras se as advertências e repreensões e conselhos do Espírito de Deus forem atendidos” (E.  G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 48).

Os líderes religiosos da igreja de Deus daquela época subornaram os guardas para mentirem sobre a ressurreição a fim de continuarem no poder. Estamos nós dispostos a sacrificar nossa posição, emprego, reputação, liberdade religiosa, etc. para ficarmos ao lado da verdade, mesmo sendo minoria? Que o Senhor nos dê a coragem necessária para sermos fiéis até a morte. “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” ( 2 Coríntios 13:8). “Finalmente a verdade triunfará sobre a falsidade, e Deus subjugará o adversário” (E. G. White, Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 72)”. Logo estaremos no Lar Eterno.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mãe - o termômetro do lar

Estávamos nos preparando para sair de casa. Eu estava na cozinha quando pela janela pude ver que o Logan e a Larissa estavam começando uma discussão. Tirei meus olhos deles por um segundo e quando vi o Logan empurrou a irmã. Ela caiu e acabou machucando o joelho. 

Naquele segundo foi como se meu sangue tivesse subido para minha cabeça e todos os meus impulsos nervosos vieram à tona. Pedi sabedoria à Deus para saber como lidar com essa situação. Enquanto isso, o Logan entrou e foi até a cozinha me contar o que tinha acontecido e com o coração apertado ele me disse que tinha empurrado a irmã porque estava nervoso com ela.

Parece que em minha mente não havia sabedoria alguma e eu já estava super brava, e até nervosa com Deus por Ele não ter me dado nenhuma idéia de como resolver a situação. Eu mesma estava a ponto de explodir!

-
 Logan! - disse com fúria em meus olhos - Eu vi tudo! Porque você fez isso! Você sabe que sua irmã é menor do que você, você precisa aprender a controlar sua raiva, você é o mais velho.

Em menos de um minuto o Logan já estava chorando com a quantidade de palavras que eu tinha jogado sobre ele como uma chuva de pedras atingindo direto o coração.

Alcançar o coração de nossos filhos, sei que como pais esse é nosso maior desejo, mas devemos alcançá-los com pedras ou com flores? 

Deus diz ao jovem: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Provérbios 23:26). O Salvador do mundo Se deleita em que as crianças e jovens Lhe dêem o coração. Há talvez um grande exército de crianças que serão encontradas fiéis a Deus por andarem na luz, assim como Cristo na luz está. Amarão ao Senhor Jesus, encontrando prazer em agradar-Lhe. Não ficarão impacientes quando reprovadas; mas alegrarão o coração do pai e da mãe com sua bondade, paciência, boa vontade para fazer tudo quanto puderem para os ajudar a suportar os fardos da vida diária. Através da infância e juventude, serão achados fiéis discípulos de nosso Senhor - E. G. White, Mensagens aos Jovens, p. 333.
Nesse dia, enquanto viajávamos, tive tempo para rever meus atos de poucos minutos atrás e com lágrimas nos olhos fui aceitando o que Deus foi me mostrando através de versos da Bíblia musicados.

"Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas" 
(Jeremias 6:16).


Meu coração estava inquieto e ansioso, buscando calma e novamente Deus me trouxe a mente um verso que diz: "E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados" (1 Pedro 4:7,8). 

Será que em vez de ter pedido por sabedoria na hora de minha fúria, não deveria eu ter pedido amor? Mas para obter esse amor eu preciso pedir pelo Espírito de Deus, porque Deus é amor e o amor cobrirá a multidão de pecados.

"Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lucas 11:13).

"Como uma criança suplica pão ao pai ou à mãe quando está com fome, assim o Senhor gostaria que Seus filhos viessem a Ele em suas necessidades. ... – (E. G. White, O Lar Adventista, p. 299)

Jesus, nosso precioso Salvador, suportou o açoite por duas vezes, mas os casos de perdão e de cura que Ele ministrou são inumeráveis. Não deveria ser assim com nossos filhos? O amor de Cristo nos constrange, e nosso amor firme vai poder ter o mesmo efeito, com muito perdão e cura e uns poucos açoites, se necessário. Quando meu filho veio apenas se confessar, contando o que havia em seu coração, eu lhe atirei muitas pedras com minhas palavras, esquecendo que nosso Deus, quando eu confesso minhas falhas, não me atira pedras, mas sim me cobre com Seu infinito amor e bondade.


Nosso lar deve ser um pedaço do céu na terra, um modelo do futuro lar. A lembrança da infância deve ser cheia de saudades do amor e segurança do lar. Um lugar para o qual desejem voltar. 

No pouco destaque dado a Sua meninice e juventude há um exemplo para os pais e para os filhos, de que quanto mais tranqüilo e pouco comentado for o período da infância e da juventude, e quanto mais natural e livre de agitação artificial, tanto mais seguro será ele para os filhos e mais favorável à formação de um caráter de pureza, simplicidade natural e verdadeiro valor moral. — E. G. White, The Youth’s Instructor, Fevereiro de 1873. 
Que nós possamos encontrar tempo para uma caminhada com nossos filhos, andar de bicicleta, cultivar esse tempo precioso enquanto nossos filhos querem estar conosco, enquanto ainda há tempo. Aqui em casa todos os dias ao fim da tarde encontramos um tempinho para brincar juntos. Se o tempo permite lá fora, jogamos bola, se dentro de casa, brincamos de gato mia, jogamos dominó e esse pouco tempo transforma a vida de nossos pequenos, como eles apreciam estar em nossa companhia. 
Decidam os pais cristãos que serão leais a Deus, e disponham-se a reunir os filhos no lar consigo e assinalem [simbolicamente] os umbrais com sangue, representando Cristo como o único que pode proteger e salvar, a fim de que o anjo destruidor passe por alto o feliz círculo da família. Que o mundo veja que uma influência mais que humana está em operação no lar. Mantenham os pais vital conexão com Deus, pondo-se do lado de Cristo, e mostrem por Sua graça que grande bem pode ser realizado por meio da ação paterna. – E. G. White, Fundamentos do Lar Cristão, p. 129.
Satanás e seu exército estão fazendo os mais poderosos esforços para controlar a mente das crianças, e estas devem ser tratadas com imparcialidade, ternura e amor cristãos. Isso causará uma forte influência sobre elas, e sentirão que podem depor ilimitada confiança nos pais. Lancem em torno dos filhos os encantos do lar e do convívio com vocês. Se assim fizerem, eles não terão tanto desejo de se unirem com outras companhias. ... Devido ao mal que há, agora, no mundo, e à restrição que é necessário impor aos filhos, os pais devem ter cuidado dobrado em mantê-los unidos ao seu coração, fazendo-os compreender que desejam sua felicidade. – Ibid., p. 94.
A mãe deve cultivar disposição alegre, contente e feliz. Todo esforço neste sentido será abundantemente recompensado, tanto na boa condição física como no caráter de seus filhos. O espírito satisfeito promoverá a felicidade de sua família, melhorando em alto grau a saúde dela própria. — E. G. White, O Lar Adventista, p. 432.
Que nós mães aprendizes possamos circundar nosso lar com a ternura e o amor cristãos, sabendo que somos termômetros no lar. Se a mãe está feliz, o lar é feliz. Que nosso sorriso seja maior que nossos olhares de reprovação ou irritação e que a felicidade e alegria sejam as únicas memórias de infância que nossos filhos possam ter.

Com alegria,



Luciana Riges
Mãe aprendiz do Logan (8), Larissa (6) e Lance (3 meses).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O tempo de Deus

Com frequência ouço a expressão: isso ou aquilo ocorrerá no tempo de Deus; mas, o que pretendemos dizer quando usamos o termo “no tempo de Deus”? Não me parece que estamos nos referindo aos tempos proféticos datados, pois essa expressão geralmente é usada para apontar algum momento no futuro, quando esperamos que algo aconteça, por essa razão não creio estar relacionada às profecias com datas, visto que essas terminaram em 1844. Então? Qual é o real significado que queremos dar ao dizermos “no tempo de Deus”?

Parece-me que por vezes queremos devolver a Deus a responsabilidade que Ele nos legou. Deus dotou Seus filhos com o livre arbítrio, e de nossas escolhas dependem os resultados. “Tudo depende da reta ação da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo” (E. G. White, Caminho a Cristo, p. 47). Portanto, quando escolho nada fazer a respeito de uma situação que exige de mim atitudes, não posso esperar que “no tempo de Deus” o problema seja resolvido conforme eu imagino. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Por exemplo, se já compreendi que a ordem do Senhor é que Seus filhos vivam no campo, e nada faço para cumprir essa ordem, ou seja, não dou os passos necessários para que a mudança se concretize, estaria correto dizer que “no tempo de Deus” irei para o campo? Deus poderia agir contra a minha vontade se a base de Seu Governo, que é o amor, fundamenta-se no respeito às minhas escolhas?

Um outro exemplo é quando nos referimos à conversão de outra pessoa, a qual desejamos que deixe seus atuais caminhos e se consagre a Deus. Mas o que estamos fazemos em prol dessa alma? Estamos orando incessantemente por essa conversão? Estamos dando bom exemplo de fidelidade e alegria na caminhada cristã para despertar interesse nela? Estamos fazendo o nosso melhor para alcançar esse resultado? Mesmo agindo assim, devemos lembrar que a escolha do indivíduo é soberana, e que não há predestinação, mas o Espírito Santo age hoje e a cada dia até que seja definitivamente repelido. Assim sendo, a expressão “no tempo de Deus” não deve ser usada em caso de procrastinação da decisão de uma pessoa, pois o desejo de Deus é tê-la em Seu reino imediatamente. “Agora é o tempo de Deus, e o tempo dEle é o seu tempo. Lute o bom combate da fé, recusando-se a pensar ou falar em incredulidade” (E. G. White, Testemunhos para a Igreja, v. VIII, p. 53-54).

Veja este conselho inspirado: “Viva de acordo com seus próprios pedidos. Coopere com Deus, trabalhando em harmonia com Ele... Deus fez sacrifícios surpreendentes em favor dos seres humanos. Ele gastou energia poderosa para regenerar o homem da transgressão e do pecado para a lealdade e obediência, mas foi-me mostrado que Ele nada faz sem a cooperação de agências humanas” (ibid.).

“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15).

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