segunda-feira, 23 de março de 2015

Dicas para comprar uma propriedade rural: Como escolher o imóvel?

Na primeira parte desta série apresentamos dicas para a escolha de uma região. Agora vamos dar mais um passo na direção da mudança definitiva para o campo. Em alguns casos, a desagradável e infeliz volta do campo para a cidade pode dar-se devido a uma escolha mal feita, por essa razão não se precipite, mas também não seja lento como foi Ló, que acabou perdendo sua esposa em função da demora. 
A primeira recomendação apresentada na publicação anterior continua valendo, ou seja, muita oração. Que a nossa prece seja como a de Davi: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem” (Salmo 17:5). 
Se possível, evite a intermediação de corretores de imóveis. Geralmente os melhores negócios não chegam até as imobiliárias. Agora que você está na região escolhida e conhece algumas pessoas, já passeou por vários lugares; então é hora de perguntar para os conhecidos e desconhecidos sobre propriedades à venda. Visite muitas, inclusive aquelas cujo preço anunciado é maior do que você pode pagar, pois em uma futura negociação o valor pode caber no seu bolso, mas ainda não é hora de fechar negócio. Mesmo que você se encante com alguma propriedade, não fique ansioso para fazer qualquer proposta, muito menos pagar algum valor como sinal. Lembre-se, se Deus está no comando, o seu imóvel está à sua espera. Essas visitas devem ser feitas, preferencialmente pela família toda. Além de ser uma ótima atividade para estreitar laços familiares, cada membro pode enxergar aspectos que os outros não viram, e na soma das observações o resultado certamente será melhor do que se apenas um fizesse a visita.
Recomendo que você anote e fotografe o que lhe chamou atenção (e de sua família) em cada propriedade; depois de visitar três ou quatro é possível confundir as informações. Anote o telefone dos contatos (dono, caseiro, vizinho, etc.) e o roteiro de como chegar ao local para um possível retorno, principalmente se alguém o levou até ali.
Dica especial: Se não foi possível estabelecer uma firme convicção sobre alguma propriedade, então alugue, em vez de comprar. Aluguel rural, em geral, é muito barato, exceto em regiões turísticas ou propriedades que geram lucro. Alugando você terá oportunidade de avaliar com muito mais segurança se aquele é o imóvel para você se fixar permanentemente, e mesmo sobre a região, se condiz com o que você e sua família esperavam.
Próxima dica: O que analisar na propriedade? 

Até breve!

segunda-feira, 16 de março de 2015

Dicas para comprar uma propriedade rural: Para onde ir?


Uma vez que você tenha compreendido a urgência e necessidade de obedecer a ordem de Deus para sair das cidades - grandes ou pequenas - e mudar-se para o campo, então vem a próxima pergunta: Para onde ir? 

Com esta série de dicas práticas que damos início com esta publicação, pretendemos ajudar tanto aqueles que sabem para onde ir quanto aqueles que ainda não sabem, mas, em ambos os casos, gostariam de aprender como analisar uma propriedade rural. 

Longe de pretender ser um manual completo e infalível, a intenção é apenas repartir com você nossa experiência nessa área. Vou considerar que você não sabe para onde ir. Os que sabem irão aproveitar da parte dois em diante.

A primeira recomendação é muita oração, pois cremos que o Senhor dirige a vida daqueles que confiam nEle inteiramente e submetem-se à Sua vontade. No entanto, sabemos que “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26), então precisamos além de orar, agir. 

Minha segunda recomendação é que você escolha uma região (não uma propriedade). Essa tarefa pode começar sem sair de casa. Se você tem um cônjuge e filhos adultos que irão lhe acompanhar, então reúna toda a família e considere as seguintes questões (dependendo de cada caso, uma ou mais questões podem ser desconsideradas e outras acrescentadas):

  • Clima e altitude (em função desses fatores as plantas para cultivo serão diferentes – informe-se sobre isso);
  • Comunicação (se na região há sinal de celular);
  • Distância de centro urbano desenvolvido (se alguém da família precisa de tratamento médico especializado ou mesmo para possível venda de produtos que poderão ser cultivados);
  • Distância máxima e mínima da atual residência (pode dar-se o caso de haver necessidade de gerenciar alguma propriedade ou atividade que vai permanecer na cidade);
  • Índice pluviométrico (avaliar se a chuva na região é suficiente para o cultivo. Mesmo que o plano seja usar irrigação, a chuva escassa pode ser um complicador);
  • Poluição (não é por ser área rural que se está livre de poluição, faz-se necessário avaliar se na região existem empresas poluidoras ou mesmo se é região de queimadas frequentes);
  • Preço médio do alqueire na região pretendida (há regiões em que o alqueire custa cinco mil, outras quinhentos mil);
  • Proximidade de aeroporto (se alguém da família viaja com frequência);
  • Risco de grilagem (há regiões em que o risco é alto, geralmente as próximas de reservas indígenas ou de interesse de movimentos políticos);
  • Rodovias de acesso (se haverá necessidade de saídas rotineiras para outras cidades).

Dica especial: sempre que lemos sobre o povo de Deus em contraste com os ímpios, percebemos que eles viviam em lugares montanhosos, enquanto os ímpios viviam na planície. Fica, então, essa dica especial. E como complemento, que a região esteja a mais de 100 km de uma cidade grande, mais de 50 km de uma cidade de porte médio, e fora de uma reserva florestal.

Depois de cumprida a tarefa de casa, chegou a hora de conhecer a região escolhida. Aproveite finais de semana, feriados ou mesmo parte das férias. O ideal é ir mais de uma vez à região, para passear, conversar com os moradores, contatar irmãos de fé, etc. Rode bastante, saia das vias principais, ouça o povo da região. Assim, você poderá confirmar a sua pesquisa feita à distância e descobrir muitas outras coisas. Procure ser imparcial, atente para o que é lindo e para o que é feio, para o que é bom e para o que é ruim, e, em família, pese prós e contras.

Em breve volto para dar a próxima dica: Como escolher a propriedade?


segunda-feira, 9 de março de 2015

O mais importante para a mudança para o campo NÃO dar errado

É muito desagradável, e diria mesmo desastroso, ter que voltar do campo para a cidade depois de libertar-se do urbanismo escravizante. Além de ser uma desanimadora experiência para a própria família, deixa um mau testemunho tremendo, pois servirá de justificativa para os temerosos ou de deboche para os que rejeitam essa ordem de Deus para quem vive nesta época.

É possível que muitas pessoas pereçam nas cidades, mesmo tendo acalentado por muito tempo o desejo de viver no campo. Somente o desejo não resolve, faz-se necessária firme decisão. O assunto de sair da cidade vez ou outra surge, ou pela falta de água, ou pelo calor insuportável, pelo barulho, insegurança, alto custo de vida, ar impuro, correria, etc.  Quando se visita alguém que vive na área rural então... o desejo reacende, mas, em geral, volta-se à rotina e nada muda.

Felizmente não é assim com todos. Alguns efetivamente tomam a decisão e deixam o emprego, a casa confortável, proximidade de amigos e parentes, as facilidades e dificuldade urbanas e ... “campo, aqui estamos nós”. Compram ou alugam um sítio para onde mudam com grandes expectativas de alegria e bem estar.

Ao chegar à nova morada entre a bela natureza tudo parece maravilhoso: o cantar dos pássaros; o verde; as flores; o silêncio da noite quebrado apenas por grilos e piados de coruja; água pura; ar puro; frutas frescas sem veneno colhidinhas na hora; até o céu estrelado pode ser visto que muitos nem sabem como é; cheiro bom de comida feita em fogão a lenha; etc. Mas... não tão devagar começam aparecer os percalços: arrebenta a mangueira que fornece água para a casa; o gado do vizinho invadiu a sua horta e acabou com tudo; não tem sinal de celular; não tem internet; não chega carteiro; não passa lixeiro; e aparece uma enorme aranha no quarto; tem sapo na varanda e alguns dormem embaixo do tanque; o carro atola na lama com todos arrumadinhos para irem à igreja, que é bem longe; não tem shopping; não tem supermercado nem padaria por perto, nem mesmo um disk-pizza!!!! E agora?

Quando a decisão de viver no campo foi tomada, quais foram as motivações? Se foram fundamentalmente qualidade de vida, segurança, fugir da perseguição, ou qualquer outro fato relacionado a questões temporais, a possibilidade de um retorno à cidade é maior. No entanto, se a principal razão foi fazer a vontade de Deus, então, permanência no campo estará vinculada à essa magnânima razão, não a circunstâncias, sejam elas quais forem.

Aqueles que decidem viver incondicionalmente submissos à vontade de Deus não recuam diante das dificuldades, nem mesmo das enormes ou aparentemente instransponíveis. “Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24). Jesus não veio para alargar a porta estreita, mas para nos dar poder e exemplo a fim de vivermos de acordo com a Sua vontade. A propósito, os que servem a Deus de todo o coração, não recuam nem mesmo diante da morte, pois confiam nAquele que fez a promessa: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Sabem que o Eterno é fiel e que Sua Palavra nunca falha. Sabem também que “Deus não exige que renunciemos a coisa alguma cuja conservação nos seja de proveito. Em tudo que faz, tem em vista o bem-estar de Seus filhos” (E. G. White, Caminho a Cristo, p. 46).

“Cada ação deriva sua qualidade do motivo que a prontificou, e se os motivos não são elevados, puros e altruístas, a mente e o caráter jamais se tornarão bem equilibrados” (E. G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 347).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Creme de milho verde da nona

Recentemente, acompanhei minha nona fazendo uma receitinha de creme de milho verde. Como a maioria das cozinheiras experientes, minha nona tem dificuldade de dar receitas com medidas exatas. Observando-a, tentei imaginar as quantidades, mas mesmo sendo tudo no “olhômetro”, não tem como errar. É super simples! Quer aprender também? Aqui está:

Creme de milho verde da nona

Ingredientes (quantidades aproximadas):
  • 2 xícaras de milho verde
  • 1 xícara de água
  • 1 colher de sopa rasa de orégano
  • Sal a gosto
  • ½ cebola pequena
  • 1 dente pequeno de alho

Modo de fazer:

Separe o milho do sabugo com o auxílio de uma faca. Bata bem todos os ingredientes no liquidificador até obter um creme espesso, se necessário, acrescente mais água. Se o seu liquidificador é forte e tritura bem os ingredientes, não é preciso coar. Caso contrário, coe com o auxílio de uma peneira grossa para retirar as casquinhas do milho (isto é, se você se importa com elas no creme – eu não me importo!). Coloque o creme em uma panela e leve para cozinhar em fogo brando mexendo de tempos em tempos. Quando levantar fervura, mexa sem parar até encorpar. Esse processo é bem rápido, cerca de 5 minutos. Sirva ainda quente. Serve como ótimo acompanhamento para o nosso tradicional arroz com feijão.

Bom apetite!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dicas para contar histórias bíblicas

Minha filha é cinestésica, isto é, para aprender ela sente necessidade de “colocar a mão na massa” e participar ativamente da aprendizagem. Na verdade, descobri que praticamente todas as crianças são assim e que apenas depois de alguns anos, alguns dizem que a partir dos 7, é que vão demonstrar qual o estilo de aprendizagem que se identificam mais (auditivo, visual ou cinestésico mesmo).

Antes de saber disso, achava que o melhor método para ensinar minha filha fosse utilizando recursos visuais. Afinal, eu sou muito visual e esse método funciona bem para mim. Por que não iria funcionar para ela também?

Assim, investi em vários livros ilustrados para contar histórias bíblicas. Ela gostava muito das ilustrações quando bebê, mas quando começou a andar, a falar e a se movimentar mais, as ilustrações perderam o encanto. Não que elas não tenham lugar agora, mas prendem a atenção apenas alguns minutos. Agora o negócio é AÇÃO.

Ainda bem que tenho amigas que são mães há mais tempo e me orientaram nessa transição, mostrando que ensinar com ação pode ser muito divertido, tanto para as crianças quanto para os pais também. Aqui estão algumas dicas que aprendi com elas:

Ao contar uma história, seja bíblica ou não, tenha em mente que seu filho precisa participar de alguma forma. Isso não significa que ele tenha que dramatizar a história para aprender, aliás não recomendo a dramatização. Sempre que selecionar uma história, pergunte-se:

1. Quais objetos relacionados à história posso apresentar ou ajudá-lo a encontrar ao longo da narração?
2. Quais atividades posso desenvolver a partir dessa história?
3. Quais conceitos/princípios práticos posso apresentar ao estudar essa história a fim de torná-la relevante para o dia a dia do meu filho?

Um exemplo prático:

Há pouco tempo, minha filha e eu estudamos a parábola dos dois construtores – o que construiu sobre a rocha e o que construiu sobre a areia (Mateus 7:24-27). Para envolvê-la e ajudá-la a entender o que Jesus quis ensinar com a parábola, pensei em reunir os seguintes materiais:
  • Um pedra
  • Um montinho de areia
  • Um regador de plantas com água

Segui de forma natural o seguinte roteiro:

Lançando "chuva"
sobre a areia e a rocha
1. Comecei orando para que Jesus nos ajudasse a entender o que aquela história tinha a nos ensinar.

2. Em seguida, disse que eu contaria uma história que tinha sido contada pelo próprio Jesus e mostrei na Bíblia onde a história está registrada.

3. Enquanto começava a contar a história, levei-a para o quintal e pedi a sua ajuda para encontrar uma pedra (em casa há muitas) e reunir um pouco de areia. Depois, pedi para que ela colocasse a pedra e o monte de areia ao lado um do outro.

4. Ajudei-a a fazer uma rápida análise sobre os dois materiais, lançando perguntas como:

  • Qual dos dois é mais forte: a areia ou a rocha?
  • Se jogarmos água aqui, o que será que vai acontecer?

5. Prossegui narrando a história, ajudando-a a imaginar como os construtores fizeram a casa, o trabalho que tiveram, etc. Nesse momento mostrei figuras de casas sobre a rocha e casas sobre a areia para exemplificar.

6. Ao chegar a parte da chuva, entreguei-lhe o regador com água e pedi que jogasse sobre a rocha. Apontei que a rocha não se moveu com a ação da água, não sofreu qualquer alteração. Em seguida, pedi que jogasse a água sobre a areia e ela logo notou a diferença. A areia escorreu por completo! Aproveitei para mostrar uma figura de uma casa em ruínas construída sobre a areia.

7. Fiz a aplicação espiritual apontando que a rocha é Cristo e a obediência à Sua Palavra, a Bíblia. Se estamos com Cristo, não seremos destruídos pelas tentações/dificuldades (água). Nesse momento, especifiquei as dificuldades dela e disse que com Jesus (nossa Rocha) ela pode vencer. Da mesma forma, disse que a areia representa o inimigo e a desobediência à Palavra de Deus, que nos levará à destruição. Despois disso, reforcei os símbolos, perguntando;
  • O que a rocha representa?
  • O que a areia representa?
  • O que a água representa?
  • O que vai acontecer se construirmos sobre a rocha/sobre a areia?

8. Ao final, fiz a pergunta:
  • Quem você escolhe: a rocha ou a areia?
Graças a Deus, ela escolheu a rocha, mas quis saber se ia poder continuar brincando com a areia (ela ficou preocupada de a areia representar o inimigo)! Expliquei que se tratava de um símbolo e ela podia continuar brincando com a areia sem problemas!!!

9. Para encerrar, cantamos o hininho: "Sobre a areia o sábio construiu..." enquanto ela jogava água novamente sobre a rocha e outro montinho de areia. Ela quis repetir essa parte muuuuitas vezes. Haja areia! Por fim, oramos para Jesus nos ajudar a sempre escolhermos a rocha.

Como ela ainda é pequena, costumo contar a mesma história ao longo de uma semana dividindo-a em partes, cada dia conto um pouco. É fácil fazer isso com histórias mais longas, mas há histórias mais curtas e diretas que nem sempre dá para esticar tanto. Nesse caso, conto tudo, mas acrescento uma novidade (na medida do possível) a cada dia. No caso da história acima, contei tudo no mesmo dia e reforcei durante a semana. Ela não achou nem um pouco ruim ficar jogando água na pedra e na areia!!!

Para minha alegria, poucas semanas depois de ter contado essa história, acompanhamos meu esposo em uma viagem a trabalho no litoral. E adivinha o que encontramos na praia?

Esse cenário tão lindo foi perfeito para narrar a história novamente, mostrar casas reais construídas sobre a rocha e sobre a areia. Pudemos escalar uma enorme rocha e comprovar como é resistente e forte e ao mesmo tempo ver de perto como a areia é levada facilmente pelas ondas. Foi muito especial. Os símbolos ficaram bem gravados na mente infantil da minha filha – e na minha também. Firmamos ali nosso desejo de construir nossa vida sobre a rocha.

Realmente contar histórias dessa forma é muito bom!



Outros exemplos resumidos (fotos):

1. Povo de Israel no deserto colhendo o maná pela manhã. Para essa história, usamos uma barraca infantil, mochila com pertences e pãezinhos para ilustrar a experiência do povo.

2. Moisés batendo na rocha com uma vara (o cão de pelúcia foi um acréscimo da minha filha!!!).

3. Oferta da viúva pobre. Usamos uma carteira com muitas notas (nesse caso o que importa é a quantidade, não o valor) para representar a "carteira" dos publicanos e fariseus, uma bolsinha com apenas uma moedinha para representar a "carteira" da viúva e um cesto para colocar as ofertas.

4. Bebê Moisés. Precisamos de uma bonequinha, um cesto de palha, cobertores, travesseiro e um lençol azul para representar o rio.

5. O nascimento de Jesus. Usamos uma caixa de madeira para a manjedoura, mato seco colhido no quintal e panos para arrumar o bercinho do bebê, uma boneca, uma faixa para enrolar a boneca, os bloquinhos e os animais de plástico para montar o estábulo (e milho e água para dar aos animais famintos!).

2. A visita dos sábios do oriente. Utilizamos um perfume para representar a mirra, uma bolsinha com muitas moedas para representar o ouro e um incenso. Percorremos o quintal com mochila, cobertor e travesseiro para ilustrar a viagem dos sábios até Belém.

Aqui estão apenas algumas histórias que já estudamos. Notei que certas histórias naturalmente atraem mais a atenção do que outras e são mais fáceis de trabalhar, mas com a ajuda de Deus, mesmo para as histórias mais difíceis, é possível tornar esse momento um momento solene e ao mesmo tempo alegre.

Que Jesus o abençoe e a mim também ao buscarmos contar de forma especial as histórias registradas em Sua Palavra e torná-las relevantes para nós e nossos filhos.

Por Karina Carnassale Deana
Mãe aprendiz da Graziella - 3 anos.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma carta de aniversário

Ontem, dia 6 de fevereiro, completei mais um ano de vida. Sinto-me imensamente grata a Deus por tudo o que Ele fez em minha vida até aqui. Sem dúvida, tudo o que recebi dEle foi por Sua imensa misericórdia e amor. Não há qualquer mérito em mim mesma. 

Logo pela manhã, senti o desejo de reler uma carta de aniversário muito especial escrita há muitos anos por uma mãe a seu filho. Sempre que leio essa carta sinto o Espírito Santo apelar ao meu coração. Meu desejo é que ao lê-la agora, seu coração também seja tocado (os grifos são meus):

"Querido filho: Escrevo esta pelo teu décimo nono aniversário. Foi um prazer ter-te conosco por algumas semanas. Estás para deixar-nos. Todavia nossas orações te seguirão. 

    Finda hoje outro ano de tua existência. Como o reconsideras tu? Tens acaso feito progresso na vida religiosa? Tens crescido na espiritualidade? Tens crucificado o eu, com suas afeições e concupiscências? Tens crescido em interesse no estudo da Palavra de Deus? Obtiveste decisivas vitórias sobre teus próprios sentimentos e caprichos? Oh! qual tem sido o registro de tua vida durante o ano que acaba de passar para a eternidade, para nunca mais voltar? 

    Ao entrares em um novo ano, faze-o com nova resolução de seguir direção progressiva e ascendente. Seja tua vida mais elevada do que tem sido até aqui. Faze que o teu objetivo não seja buscar o próprio interesse e prazer, mas promover o avançamento da causa de teu Redentor. Não permaneças numa atitude em que sempre necessites tu mesmo de auxílio, e outros tenham de guardar-te para te conservar no caminho estreito. Podes ser forte para exercer influência santificadora sobre outros. Podes estar em atitude em que o interesse de tua alma se desperte para fazer bem a outros, para consolar os aflitos, fortalecer os fracos, e dar teu testemunho em favor de Cristo sempre que se ofereça oportunidade. Visa honrar a Deus em tudo, sempre e em toda parte. Põe em tudo tua religião. Sê cabal em tudo quanto empreenderes. 

    Não experimentaste o poder salvador de Deus como é teu privilégio fazer, porque não tornaste o grande objetivo de tua vida glorificar a Cristo. Seja todo propósito que formares, toda obra em que te empenhares e todo prazer que desfrutares, para glória de Deus. Seja esta a linguagem de teu coração: Sou teu, ó Deus, para viver para Ti, trabalhar para Ti e sofrer por Ti. 

    Muitos professam estar ao lado do Senhor, mas não estão; o peso de todas as suas ações acha-se do lado de Satanás. Por que meio havemos de determinar de que lado nos encontramos? Quem possui o coração? Em quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem possui nossas mais calorosas afeições e melhores energias? Se nos achamos do lado do Senhor, nossos pensamentos estão com Ele, e nossos mais suaves pensamentos são a Seu respeito. Não temos amizade com o mundo; tudo quanto temos e somos, consagramos a Ele. Almejamos trazer Sua imagem, respirar Seu Espírito, fazer-Lhe a vontade e agradar-Lhe em tudo. 

    Uma Influência Positiva 
    Deves seguir uma direção tão decidida, que ninguém precisa enganar-se contigo. Não te é possível exercer influência sobre o mundo a menos que tenhas decisão. Tuas resoluções podem ser boas e sinceras, mas demonstrar-se-ão um fracasso a não ser que faças de Deus a tua força, e avances com firme determinação de propósito. Deves pôr o inteiro coração na causa e obra de Deus. Deves ser fervoroso em obter uma experiência na vida cristã. Deves exemplificar a Cristo em tua vida. 

    Não podes servir a Deus e a Mamom. Ou estás totalmente do lado do Senhor, ou do lado do inimigo. "Quem não é comigo é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha." Mat. 12:30. Algumas pessoas tornam sua vida religiosa um fracasso, porque estão sempre vacilando, e não têm determinação. Sentem-se freqüentemente convictos, e chegam quase ao ponto de fazer a entrega de tudo a Deus; mas, deixando de chegar ao ponto, voltam novamente atrás. Enquanto nesse estado, a consciência vai-se endurecendo, e ficando cada vez menos susceptível às impressões do Espírito de Deus. Seu Espírito adverte, convence, e é desatendido até que quase Se afasta, ofendido. Com Deus não se brinca. Ele mostra claramente o dever, e se há negligência em seguir a luz, esta se torna em trevas. 

    Deus pede que te tornes coobreiro Seu em Sua vinha. Começa exatamente onde estás. Chega-te à cruz e aí renuncia ao próprio eu, ao mundo, a todo ídolo. Recebe inteiramente a Jesus em Teu coração. Encontras-te em um lugar difícil para manter a consagração e exercer uma influência que desvie outros do pecado e do prazer e loucura para o caminho estreito traçado para os remidos do Senhor. 

    Faze inteira entrega a Deus; submete tudo sem reservas, e busca assim aquela paz que excede o entendimento. Não te é possível receber nutrição de Cristo, a menos que nele estejas. Se não estiveres nEle, és um ramo seco. Não sentes tua necessidade de pureza e verdadeira santidade. Deves experimentar sincero desejo de ter o Espírito Santo, e orar fervorosamente para obtê-Lo. Não podes esperar a bênção de Deus sem a buscares. Caso empregasses os meios ao teu alcance, experimentarias crescimento na graça, e te erguerias a uma vida mais elevada. 

    Não te é natural amar as coisas espirituais, mas podes adquirir esse amor pelo exercício da mente, da energia de teu ser, nessa direção. O poder de fazer, eis o que necessitas. A verdadeira educação é o poder de usar as nossas faculdades de maneira a conseguir resultados benéficos. Por que é que a religião ocupa tão pouco nossa atenção, ao passo que o mundo tem a energia do cérebro, dos ossos e músculos? É porque toda a força de nosso ser inclina-se para aquela direção. Temo-nos exercitado em empenhar-nos com diligência e vigor nos negócios mundanos, até que se torna fácil ao espírito tomar essa direção. É por isto que os cristãos acham a vida religiosa tão difícil, e tão fácil a vida mundana. As faculdades foram exercitadas a empregar sua força naquele sentido. Na vida religiosa, tem havido assentimento às verdades da Palavra de Deus, mas não uma ilustração prática das mesmas na vida.

   Não se torna parte da educação cultivar pensamentos religiosos e sentimentos devocionais. Estes devem influenciar e reger todo o ser. Falta o hábito de fazer o que é direito. Há intermitente ação sob influências favoráveis; mas pensar natural e prontamente nas coisas divinas, não é o princípio regedor do espírito. 

    Anões Espirituais 
    Não há necessidade de sermos anões espirituais, caso exercitemos continuamente o espírito nas coisas espirituais. Mas orar meramente por isto e em torno disto, não satisfará às necessidades do caso. Precisas habituar a mente a concentrar-se nos assuntos espirituais. O exercício trará vigor. Muitos cristãos professos acham-se bem a caminho de perder ambos os mundos. Ser um homem meio cristão e meio mundano, faz de ti cerca de uma centésima parte cristão e todo o resto mundano. 

    O viver espiritual, eis o que Deus requer; todavia milhares exclamam: "Não sei o que é, não tenho força espiritual, não gozo o Espírito de Deus." Não obstante as mesmas pessoas tornam-se ativas e expansivas e mesmo eloqüentes quando falam sobre assuntos mundanos. Escuta essas pessoas na reunião. Cerca de uma dúzia de palavras são proferidas em voz que mal se ouve. São homens e mulheres do mundo. Cultivaram propensões mundanas, até que suas faculdades se tornaram fortes naquele sentido. São, no entanto, fracos como criancinhas com relação às coisas espirituais, quando deviam ser fortes e vivazes. Não lhes apraz demorar sobre o mistério da piedade. Não conhecem a linguagem do Céu, e não estão educando seu espírito de modo a estar preparados para entoar os cânticos do Céu, ou deleitarem-se nos cultos espirituais que ali ocuparão a atenção de todos. 

    Cristãos professos, cristãos mundanos, não se acham familiarizados com as coisas celestiais. Eles nunca serão levados às portas da Nova Jerusalém para se empenharem em cultos que até então não os interessaram de maneira especial. Eles não exercitaram a mente em deleitar-se na devoção, e na meditação sobre as coisas de Deus e do Céu. Como, então, se poderão ocupar nos serviços do Céu? Como deleitarem-se nas coisas espirituais, puras e santas, lá do Céu, quando isto não lhes era especial deleite aqui na Terra? A própria atmosfera ali será pureza. Eles, porém, não se acham relacionados com tudo isso. Quando no mundo, seguindo suas vocações mundanas, sabiam a que se apegar, e exatamente o que fazer. A ordem inferior das faculdades, estando tão constantemente exercida, desenvolveu-se, ao passo que as mais elevadas e nobres potências do espírito, não sendo fortalecidas pelo uso, são incapazes de despertar imediatamente para os serviços espirituais. As coisas espirituais não se discernem, pois são olhadas com olhos amantes do mundo, os quais não podem apreciar o valor e a glória do divino acima do temporal. 

    A mente precisa ser educada e disciplinada para amar a pureza. Cumpre estimular o amor pelas coisas espirituais; sim, cumpre estimulá-lo, caso queiras crescer na graça e no conhecimento da verdade. Os desejos de bondade e verdadeira santidade, são bons, até certo ponto, mas se te deténs aí, de nada aproveitarão. Os bons propósitos são justos, mas não se demonstrarão de nenhum préstimo, a menos que sejam resolutamente executados. Muitos se perderão enquanto esperam e desejam ser cristãos; não fizeram, porém, nenhum esforço sincero; portanto, serão pesados nas balanças e achados em falta. A vontade precisa ser exercida na devida direção: Serei um cristão de todo o coração. Conhecerei o comprimento e a largura, a altura e a profundidade do amor perfeito. Escutai às palavras de Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos." Mat. 5:6. São tomadas por Cristo amplas providências para satisfazer a alma que tem fome e sede de justiça. 

Mais Altas Realizações Espirituais 
    O puro elemento do amor expandirá a alma para mais altas realizações, para mais amplos conhecimentos das coisas divinas, de modo que ela não se satisfaça senão com a plenitude. A maioria dos professos cristãos não possuem o senso do vigor espiritual que poderiam obter, fossem eles tão ambiciosos, zelosos e perseverantes para adquirirem conhecimento das coisas divinas como são para alcançar as mesquinhas e perecíveis coisas desta vida. As massas que professam ser cristãs, têm-se contentado com ser anões espirituais. Não têm nenhuma disposição de tornarem seu primeiro objetivo buscar primeiro o reino de Deus e Sua justiça; assim, a piedade é para eles um oculto mistério, não a podem entender. Não conhecem a Cristo por um conhecimento experimental. 

    Sejam os homens e mulheres que se satisfazem com seu estado raquítico, definhado nas coisas divinas, repentinamente transportados ao Céu, testemunhando por um instante o elevado e santo estado de perfeição ali permanente - toda alma cheia de amor; todo semblante irradiando alegria; encantadora música a subir em melodiosos acentos em honra de Deus e do Cordeiro e incessantes torrentes de luz a fluírem sobre os santos procedendo do rosto dAquele que está assentado no trono, e do Cordeiro; e compreendam eles que há ainda mais elevada e maior alegria a experimentar, pois quanto mais recebem de Deus tanto maior é sua capacidade de crescer na exaltação eterna, e assim continuar a receber novas e maiores provisões das incessantes fontes da glória e bem-aventurança inexprimíveis - e poderão essas pessoas, pergunto, misturar-se à multidão do Céu, participar de seus cânticos celestes, e suportar a glória pura, exaltada, arrebatadora que emana de Deus e do Cordeiro? Oh, não! seu tempo de graça foi dilatado por anos para que pudessem aprender a linguagem do Céu, para que se tornassem "participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo". II Ped. 1:4. Eles, porém, tinham um negócio egoísta, seu próprio, em que ocupar as faculdades da mente e as energias do ser. Não se podiam permitir servir a Deus incondicionalmente, e fazer disto um objetivo. Os empreendimentos mundanos precisam vir primeiro, e apoderar-se do melhor de suas faculdades, e a Deus dedicam um pensamento passageiro. Hão de esses ser transformados depois da final decisão: "Quem é santo, seja santificado ainda"?, "quem é sujo, suje-se ainda"? Este tempo virá. 

    Aqueles que educaram a mente em deleitar-se nos exercícios espirituais, são os que podem ser trasladados e não serem oprimidos com a pureza e a transcendente glória do Céu. Podes ter bom conhecimento das artes, estar relacionado com as ciências, ser excelente na música e na literatura, tuas maneiras podem agradar àqueles com quem convives, mas que têm estas coisas que ver com o preparo para o Céu? Que fazem elas para preparar-te a fim de comparecer diante do tribunal de Deus? 

    Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa alguma senão a santidade te preparará para o Céu. Unicamente a piedade sincera, experimental, pode dar-te um caráter puro, elevado, e habilitar-te a entrar à presença de Deus, que habita na luz inacessível. O caráter celeste deve ser adquirido na Terra, ou jamais se poderá obter. Começa, portanto, imediatamente. Não te iludas de que virá tempo em que poderás fazer mais facilmente um diligente esforço do que agora. Cada dia aumenta tua distância de Deus. Prepara-te para a eternidade com um zelo tal como ainda não manifestaste. Educa tua mente em amar a Bíblia, amar a reunião de oração, a hora de meditação e, acima de tudo, a hora em que a alma comunga com Deus. Torna-te celeste na mente, se queres unir-te com o coro celestial nas mansões de cima. 

    Começa agora outro ano de tua existência. No livro do anjo relator, volve-se uma nova página. Qual será o registro de suas páginas? Será ele manchado com negligência para com Deus, com deveres não cumpridos? Deus não o permita. Que aí se grave um registro que não te envergonhes de que seja revelado aos olhos dos homens e dos anjos."

Ellen G. White
Greenville, Michigan, 27 de julho de 1868.

Fonte: Testemunhos Seletos, v. 1, p. 239-246


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Dicas e atividades para o culto familiar - atualizado

Há alguns anos, publiquei aqui um vídeo e uma descrição da nossa rotina de culto familiar. Na ocasião, nossa filha tinha apenas meses de vida. Quanta coisa mudou desde então! Com o passar do tempo os interesses das crianças mudam e é preciso criatividade e ajuda de Deus para manter o culto familiar um momento feliz e esperado. Por essa razão, a atenção ao culto familiar é uma meta perpétua em minha lista de novos propósitos a cada ano.

Assim, compartilho com você a seguir algumas dicas e atividades que adotamos em nosso culto familiar atualmente:

Há algum tempo, montamos uma caixa com livros e objetos especiais que usamos durante as atividades do nosso culto familiar. Alguns desses livros e objetos são substituídos de tempos em tempos para manter a novidade. Dentro da nossa caixa hoje temos o seguinte:


Foto 1. Duas coletâneas de cânticos infantis em inglês. Elas nunca saem da caixa, pois gostamos muito das músicas e também das ilustrações de uma delas, que realmente são muito bonitas. Essas são duas peças raras que compramos de segunda mão de uma amiga.

Foto 2. Materiais que adquirimos através do site www.mybiblefirst.org. Esses materiais estão inglês, mas há versões em outros idiomas, inclusive espanhol. Em nosso kit temos:

  • Os Dez Mandamentos ilustrados com fotos reais;
  • Hinos do Hinário Adventista ilustrados com fotos reais da natureza, de crianças e objetos relacionados à letra. Esse foi um excelente investimento que fizemos, pois atraiu mais a atenção da nossa filha para os hinos, além de ajudá-la a entender a letra através das ilustrações. Nós adquirimos a coleção completa, mas na caixa colocamos apenas 4 a 5 hinos e trocamos a cada trimestre por outros. Dessa maneira, temos (especialmente ela) conseguido memorizar os hinos;
  • Livrinho "My Shepherd" com vários textos bíblicos ilustrados sobre o Bom Pastor e Suas ovelhas, incluindo o Salmo 23.
Uma alternativa para quem quer confeccionar o seu próprio material, é buscar na internet ilustrações relacionadas ao texto bíblico ou hino, colá-las em documento word e acrescentar o texto desejado (veja alguns exemplos aqui e aqui, compartilhados pela amiga Marily Reis). Outra alternativa ainda é recortar ilustrações de revistas e livros, colá-las em papel espesso e escrever a letra do hino ou do texto bíblico. 

Foto 3. Objetos que usamos para cantar as musiquinhas com a nossa filha:

  • Animaizinhos para cantar músicas como: "Quando a mãe diz...", ou "Quem fez...?", etc;
  • Martelo e serrote de brinquedo para cantar a música de Noé;
  • Sabão para cantar a música "O sabão lava meu rostinho...";
  • Lanterna para cantar "Minha pequenina luz, vou deixar brilhar";
  • Fotos de frutas/vegetais para cantar "Eu gosto de... tirada lá do pé" e outras;
  • Coroa para cantar "Eu terei coroa quando for ao Céu" e outras;
  • Bíblia para cantar músicas relacionadas à Palavra de Deus.
Substituímos parte desses objetos a cada trimestre para manter o interesse e a novidade.

Foto 4. Caixinha de oração intercessora. Para ensinar nossa filha a orar em favor dos outros de uma maneira mais atraente, tiramos fotos de familiares e amigos queridos e colocamos dentro de uma caixinha. Ao final do culto matutino, nossa filha sorteia uma foto para orarmos em favor daquela pessoa durante o dia. Afixamos a foto na geladeira com imãs e ao final da semana oramos novamente pelas sete pessoas sorteadas. Essa ideia copiamos da querida amiga Marily Reis.

Foto 5. Vidro que decoramos para colocar os agradecimentos do dia. Essa é uma novidade que aprendemos com a amiga Fernanda Souza. Durante o ano todo pretendemos escrever ao final do culto vespertino nossos agradecimentos a Deus e guardar nesse vidro. No último dia do ano, o plano é abrir o vidro e reler os agradecimentos e os pequenos milagres operados por Deus em nosso dia a dia. Para facilitar, escrevemos os nossos agradecimentos de forma resumida em um único papelzinho e nossa filha faz um desenho rápido no verso para ilustrar o agradecimento dela.

Nossa rotina de culto e como utilizamos esses recursos

Seguimos uma rotina de culto familiar bastante simples e utilizamos os recursos acima desta forma:

1. Oração inicial -  Começamos sempre com uma oração de joelhos, pedindo a ajuda de Deus para sermos reverentes durante o culto. Minha filha é bastante agitada e essa oração é fundamental! 

2. Cântico de abertura - Em seguida da oração, cantamos um breve cântico oficial de abertura.

Nossa caixa completa
3. Cânticos infantis - Após o cântico de abertura, minha filha vai até a caixa e escolhe dois objetos (ou coletânea) para cantarmos dois cânticos infantis com gestos e movimento.

4. Hino do Hinário - Em seguida, escolhemos um dos hinos ilustrados para cantar em família. Clique aqui para ouvir nossa família cantando um deles. Na época, minha filha só sabia o coro, agora já sabe o hino completo. Louvado seja Deus!

5. Memorização - Aproveitamos esse momento para memorizar um verso da Bíblia em família. Costumamos memorizar um verso por semana. Até agora já memorizamos com nossa filha os Dez Mandamentos, o Salmo 23, entre outros. 

Para facilitar a memorização, auxiliamos a nossa filha a localizar o verso na Bíblia e a pintá-lo com giz de cera. Além disso, procuramos ou inventamos uma versão musicada para o verso. A cada culto abrimos a Bíblia no verso escolhido, cantamos a música e em seguida recitamos. É impressionante a capacidade de memorização das crianças, mesmo ainda tão pequenas como a nossa filha. 

Para encontrar versos bíblicos musicados em Português, recorremos ao blog Bíblia Melódica. Em inglês, recorremos a este aqui. Além desses, ainda adquirimos aqui uma coleção que traz uma seleção de capítulos bíblicos musicados (em inglês). É excelente (até mesmo para nós adultos)! Quando não encontramos versos já musicados, criamos a nossa versão!

Clique aqui e aqui para ouvir nossa filha recitando dois versos bíblicos em inglês.

6. Os Dez Mandamentos - Utilizamos os Dez Mandamentos ilustrados para relembrar a cada culto um dos mandamentos (um mandamento por dia) e aproveitamos para manter a memorização em dia. Minha filha ama esse momento!

7. Leitura da Bíblia - Em seguida, lemos um verso da Bíblia e buscamos
O hábito de fazer o culto familiar
é algo que passa de pai para filho
(ou de "mãe" para as "filhas"!).
Nossa filha gosta de reproduzir nosso culto
brincando com as filhas, suas bonecas.
entendê-lo juntos. Facilitamos a linguagem, fazemos perguntas, ilustramos quando possível e ajudamos a nossa filha a compreender a leitura. Temos como costume, selecionar um livro da Bíblia e lê-lo até o fim, um verso por culto. Até agora já lemos Salmos, Provérbios e estamos encerrando 1 João. Nossa filha acompanha a leitura em sua Bíblia, que é igual a nossa. 

8. Oração Intercessora - No culto matutino, minha filha sorteia uma foto da caixinha de oração para apresentarmos a Deus durante a oração de encerramento.

9. Agradecimentos - No culto vespertino, escrevemos resumidamente nossos agradecimentos em um papel, minha filha faz um desenho rápido no verso para ilustrar o agradecimento dela, dobramos e colocamos dentro do vidro.

10. Oração final - Encerramos com uma oração de joelhos.

11. Cântico de encerramento - Após a oração, cantamos um cântico oficial de encerramento e nos abraçamos.

Nosso culto dura aproximadamente 15 minutos. Para nós, esse tem sido um momento essencial para ensinar nossa filha do amor de Deus por nós, de nosso dever para com Ele, como também a amar a Bíblia e a "esconder" a Palavra de Deus em seu coração. Vale a pena todo o empenho!

Por Karina Carnassale Deana
Mãe aprendiz da Graziella - 3 anos

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