sexta-feira, 18 de julho de 2014

A história se repete


Muitas coisas me impressionam na história do povo de Israel, descrita no Antigo Testamento: o amor de Deus, ao libertar o povo da escravidão; Sua didática, ao reeducá-lo no deserto; Sua paciência, ao suportar a teimosia do povo; Sua misericórdia, ao perdoar tantos pecados recorrentes; Sua justiça, ao exterminar o mal; Seu poder, ao operar incríveis milagres. Impressionam-me também a paciência, a mansidão, o amor, a submissão, a retidão de Moisés. Mas o que mais me impressiona é a teimosia do povo. Como pode alguém ser tão teimoso e ingrato, insistindo sempre nos mesmos erros, mesmo após recebertantas bênçãos e presenciar tantos milagres como evidências do imensurável amor de Deus?!


Era assim, indignada, que eu me sentia ao pensar no povo de Israel.... até que Deus me mostrou, para minha surpresa, que eu e meus irmãos na fé não somos nada diferentes desse povo. “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca, pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3:17). Esse é o lamentável retrato do povo de Deus pós-moderno. A história, as epístolas, a profecia, enfim, toda a Palavra de Deus comprova que nós, o povo de Israel atual, somos tão infiéis, orgulhosos e miseráveis quanto o antigo Israel. Definitivamente, a história se repete, ipsis literis...

Assim como no Antigo Testamento, Deus continua nos amando, perdoando, educando, abençoando, apesar de nossa promiscuidade espiritual (cf. Oséias 5:4; Apocalipse 14:8). Quantas vezes, como crianças desobedientes, desobedecemos as regras do nosso amoroso Pai, sejam físicas, morais ou espirituais? Quantas vezes, como cônjuges infiéis, traímos nosso fiel Esposo (cf. Jeremias 3:14) em troca de qualquer coisa que satisfaça nossas vontades egoístas? Quantas vezes pedimos perdão e prometemos obediência e fidelidade a Deus para, logo em seguida, voltar aos mesmos erros de antes? Somos ou não idênticos ao antigo Israel? Certamente! Por isso, Paulo nos adverte:
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1 Coríntios 10:1-12)
Assim como os pecados do antigo Israel resultaram em terríveis sofrimentos e derrotas, atrasando em 40 anos sua entrada na Terra Prometida e levando quase todos à morte sem verem o cumprimento da promessa, hoje corremos o mesmo risco. Nós já fomos libertados da escravidão do pecado, quando Cristo morreu na cruz. Agora, somos peregrinos em terra estranha, mas nosso destino é a Canaã celestial. Na verdade, já poderíamos ter nos apossado dessa herança (cf. Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 67) se tivéssemos aprendido antes com os erros de Israel, se tivéssemos vivido como “raça eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa”, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (Êxodo 19:6; 1 Pedro 2:9) e cumprido a missão do povo escolhido (cf. Apocalipse 14:9 e 10) por preceito e exemplo. Se ainda não chegamos ao nosso destino, é porque ainda não aprendemos a lição que Deus está tentando nos ensinar: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 69)

Portanto, em vez de imitar os erros de Israel, reclamando do “maná” divino, das regras de Deus, da demora da “viagem”, das privações, das derrotas e de tantos outros problemas, que muitas vezes são ocasionados por nossa própria desobediência, aproveitemos o tempo para aprender as lições que Deus quer nos ensinar individualmente, como fizeram Josué e Calebe. “Em TUDO, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessaloniceses 5:18). Como assim? Agradecer por TUDO, inclusive pelas coisas ruins? Sim, porque “TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28). Se é que queremos ter um destino diferente de nossos pais... 

“Mas é muito difícil”, costumamos dizer. Sim, assim como era difícil para o povo de Israel de antigamente, acostumado com a impiedade do Egito. Mas não impossível, “porque para Deus TUDO é possível” (Marcos 10:27). “TUDO posso NAQUELE que me fortalece” (Filipenses 4:13). “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e NÃO PERMITIRÁ que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

Felizmente, assim como o antigo Israel, temos um libertador, que suportou tentações, privações, humilhações, morte, todo sofrimento possível com paciência e mansidão impressionantes, por amor a nós; que ressuscitou e hoje intercede incessantemente por nós à “destra de Deus” (1 Pedro 3:22); que está ansioso para conceder Seu poder a todos que pedirem. “Não há desculpa para o pecado, ou para a indolência. Jesus abriu caminho, e deseja que Lhe sigamos as pisadas. Ele sofreu, fez sacrifícios quais nenhum de nós pode fazer, para pôr a salvação ao nosso alcance. Não precisamos desanimar. Jesus veio ao nosso mundo para trazer ao homem poder divino, a fim de que por Sua graça fôssemos transformados em Sua semelhança. Quando o coração quer obedecer a Deus, quando se fazem esforços neste sentido, Jesus aceita essa disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e complementa a deficiência, com Seu mérito divino.” (Ellen White, Para Conhecê-lo, p. 226)

Imagine como teria sido diferente a história daquele povo no deserto se tivesse crido e se apossado dessa promessa... Imagine como será diferente nossa história se crermos e nos apossarmos dessa promessa...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A cilada das terapias alternativas: testemunho sobre acupuntura


Meu esposo sofre de uma cefaléia crônica desde os dezoito anos. Pouco tempo depois de nos casarmos, a medicina tradicional não oferecia mais nenhum recurso para tratá-lo e estávamos desanimados, pois as dores, além de constantes (sem interrupção), eram muito fortes. Nesse momento, uma pessoa de nossa fé nos procurou para indicar a acupuntura. Contou vários casos de cura e disse que ela mesma havia praticado e sido curada. Coincidentemente ou não, outras pessoas de nossa fé também vieram indicar essa terapia. Não conhecíamos muito a respeito, mas sabíamos que sua origem era pagã. Ficamos um pouco confusos, afinal, estávamos sofrendo e as pessoas que nos indicaram afirmavam que essa terapia era agora científica e que não havia mais nada de espiritualismo envolvido como no início.

Ficamos ainda mais confusos ao saber que o plano de saúde que tínhamos na época cobria esse tipo de terapia, ou seja, realmente ela estava sendo encarada como algo científico agora. Ficamos em um impasse e decidimos primeiro orar e estudar sobre o assunto antes de tomar qualquer posição. Eu louvo a Deus de todo o meu coração por ter nos ajudado a enxergar os perigos dessa terapia mesmo tento tudo aparentemente a nosso favor para praticá-la.

Apesar de nos dizerem que agora essa terapia era científica e não mais ligada ao espiritualismo, duvidamos muito. Afinal, pode uma mina de água amarga jorrar água pura? Um paralelo, seria como decidir assistir a um filme de Hollywood porque naquele filme em específico não há nada de espiritismo. E a origem, não conta? Quem o produziu, Satanás ou Deus? Quem idealizou o projeto, o enredo, a trama? Deus? Neste mundo, não há nada que seja neutro. Precisamos sempre ter isso em mente.

Assim, lemos a respeito da origem e dos fundamentos dessa terapia, como também estudamos sobre esse assunto à luz do Espírito de Profecia e tomamos a decisão de não partir para esse caminho. Afinal, para nós ficou evidente as advertências divinas contra qualquer tipo de terapia que atue diretamente na eletricidade e no magnetismo do organismo humano, como é o caso da acupuntura. 

E que bênção foi essa decisão em nossa vida!

Fico imaginando que se o meu esposo tivesse feito acupuntura e sarado, como disseram que aconteceria, provavelmente muitas coisas não teriam acontecido em nossa vida, em especial na vida espiritual. Para começar, provavelmente não teríamos buscado conhecer melhor o estilo de vida de Deus, afinal, ele já teria obtido a cura e pra quê mudar, não é?! Sem esse passo, nossos olhos provavelmente não teriam sido abertos para a necessidade de mudança completa de vida, incluindo a vida no campo. Ele teria talvez obtido uma cura, mas nossa vida continuaria do jeito que era antes.

Ainda temos muito que melhorar e aprender, muito mesmo, mas eu nem posso imaginar viver hoje o que vivíamos naquela época! Hoje louvamos a Deus por esse cefaléia crônica! Ela foi uma bênção em nossa vida para nos despertar para tantas coisas!

Pessoalmente, creio que terapias assim contribuem para as pessoas alcançarem uma cura enquanto permanecem em seus maus hábitos, pois a terapia de Deus envolve fé, mudança de estilo de vida e muitos conflitos com o eu. Meu esposo e eu não temos nada de especial em relação aos demais irmãos. Tudo que ocorreu em nossa vida devemos unicamente à misericórdia de Deus. Meu esposo ainda não foi 100% curado da cefaléia, mas ela chegou a um nível suportável e controlável sem remédios alopáticos ou terapias alternativas. Louvado seja Deus! A cada dia ele tem aprendido do Senhor a controlar a ansiedade, o gatilho da dor. Mais uma vez louvamos a Deus por essa cefaléia missionária!

Em nossas buscas, uma das citações que chamou bastante a nossa atenção na época foi esta:
“Estes instrumentos satânicos [os que aplicam essas terapias] pretendem curar a doença. Atribuem seu poder à eletricidade, ao magnetismo, ou aos chamados “remédios de simpatia”, ao passo que, na verdade, são nada mais que veículos das correntes elétricas de Satanás. Por estes meios, lançam seu encantamento sobre o corpo e alma de homens” (Evangelismo, p. 609).
Essas palavras foram suficientes para selar nossa decisão.

Louvado seja Deus por esses escritos inspirados!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Na casa da família Valentim o culto é assim...


Família Valentim
Meu esposo e eu somos adventistas de berço. Assim, desde pequenos aprendemos a importância do culto familiar, mas nem sempre conseguíamos fazer o culto no horário fixo devido ao corre-corre do dia a dia.

Muitas vezes líamos correndo a meditação e fazíamos a oração. Hoje sabemos o quão importante é louvarmos ao nosso Deus já nas primeiras horas da manhã, até as criaturas de Deus fazem isso, não é verdade? Gosto muito de ouvir o canto dos pássaros, ficar olhando da varanda o quanto eles cantam de manhã, e sempre falo para os meus filhos observá-los.

Aqui em casa eu sou a primeira a acordar, geralmente às 4h30, para minha hora tranquila. Meu esposo acorda mais tarde um pouco. E os meninos acordam às 6h da manhã. O nosso culto matinal é feito sempre às 6h20. Começamos cantando hinos do hinário. Nós utilizamos o DVD do Hinário Adventista. Oramos e lemos a meditação. Depois oramos pelos pedidos da caixinha (temos uma caixinha de pedidos). Oramos também por nossa família, amigos e todos os pedidos especiais. 

Neste ano, estamos usando uma meditação para juvenis antiga que fala sobre a natureza. Estamos aprendendo bastante com as histórias e curiosidades da natureza, pois relacionamos isso às coisas espirituais. Procuramos sempre trazer as mensagens bíblicas para a realidade dos nossos filhos. E cada dia um lê, meus filhos gostam muito de ler e de cantar também, participam bastante do culto. Por isso, sentimos a necessidade de fazer uma escala, e eles gostaram muito. Na verdade, eu sugeri que fizéssemos, mas quem começou a fazê-la foi meu caçula (6 anos). Quando falei que iríamos sentar para fazer, ele me mostrou no computador que já tinha feito, e tinha começado mesmo, aí o mais velho completou (clique aqui para baixá-la).

No culto da noite temos mais tempo. Nós nos reunimos às 19h30 e cantamos mais, às vezes usamos flauta, violão e o teclado. E aproveitamos para recitar textos bíblicos. Nossos filhos já aprenderam as Três Mensagens Angélicas, os Dez Mandamentos, as Bem-Aventuranças, o Salmo 1 e o Salmo 23, entre outros textos.

Depois que estabelecemos um horário fixo para o culto, percebemos que os meninos passaram a ter mais interesse em participar. Agora, mesmo com visitas em casa ou viajando, não deixamos de fazer os cultos, e o interessante é que os nossos familiares ou amigos sempre ficam felizes em participar conosco.

E na sexta-feira é um culto especial, todos nós preparamos uma participação especial. Tem sido uma benção para nós!!


Nota Vida Campestre: "Na minha casa o culto é assim..." é uma série de testemunhos cujo objetivo é ressaltar a importância do culto familiar, bem como trocar experiências, dicas e ideias para esse momento tão importante. Se você tem o hábito de fazer o culto com sua família e gostaria de compartilhar seu testemunho, envie seu relato para contato@vidacampestre.com.br

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Como lidar com crianças de gênio forte?


Identificar e aprender como lidar com o temperamento dos filhos desde a primeira infância é um importante auxílio para um processo de educação bem-sucedido, especialmente para os pais que têm em suas mãos um pequeno de gênio forte.

Como todos os tipos de temperamento, o gênio forte (ou colérico) apresenta características positivas e negativas. Se seu filho é muito ativo e disposto, decidido (por vezes até mesmo obstinado), persistente, altamente perspicaz, prático, observador, independente, mandão, dominador, desafiador, destemido, genioso, resistente a demonstrações de afeto e um tanto agressivo, é bem provável que você esteja diante de um pequeno colérico. Mas não se desespere. Embora o colérico apresente características fortes, se trabalhadas corretamente, elas poderão tornar-se grandes bênçãos. Uma prova disso é o apóstolo Paulo, cujas características próprias de colérico, após sua conversão, foram nobremente usadas pelo Senhor.

Assim, se você é pai ou mãe de um pequeno colérico, saiba que cabe a você cooperar desde agora com Deus para reforçar as características positivas e transformar as negativas. Este artigo reúne uma série de orientações práticas que a Equipe Vida Campestre recebeu em uma conversa exclusiva com Maiza Dias Ribeiro, conselheira graduada em Ministry in Counseling pela Florida Chrisntian University (EUA), mestranda em psicologia clínica, missionária e fundadora do projeto Alcançando Corações Brasil:

Ore muito
A criança colérica precisa de resistência. A palavra resistência denota pressão e energia, firmeza e um comportamento claro e inalterado, transmitindo à criança a mensagem de que o pai e a mãe sabem o que estão fazendo quando pedem e exigem certa atitude que foi negada pelo pequeno de "gênio forte". Essa resistência deve vir de alguém forte o bastante (os pais) a fim de ajudar a criança entender que há dificuldades na vida.

A criança de "gênio forte" é geralmente intolerante, teimosa, obstinada, e suas crises de fúria devem ser tratadas ora com humor, ora com indiferença.
O educador, terapeuta e pais devem desenvolver um estado de serenidade e autocontrole a fim de conquistar o respeito dessa criança destemida – o que somente é possível com constante oração.

Os pais devem interceder e orar em seu favor na mesma medida (ou mais) das pressões que vierem a exercer para a criança ceder. Lembre-se, a resistência inculcará na mente da criança uma clara e profunda ideia de que há mais alguém além dela mesma que sabe como lidar, vivenciar, agir e decidir.

Diga e faça
É muito importante para a educação do "gênio forte" que os pais façam exatamente o que dizem, que cumpram fielmente o que prometem. Um "gênio forte" não se relaciona nada bem com pessoas fracas e indecisas. Se um colérico testemunha os pais negando algo para ele em dado momento e cedendo em outro, certamente vai exigir o mesmo tratamento sempre. Os pais precisam ser coerentes em tudo que fizerem ou disserem. Cumprir o que se promete é um ponto de admiração para os filhos de temperamento forte. Eles admiram pessoas coerentes.

Seja calmo, mas firme
O "gênio forte" possui, mais por instinto do que por formação consciente, a capacidade de sentir e perceber quando alguém chegou ao limite (situação mostrada e exemplificada pela perda de controle) e usa isso para dominar. Percebendo que a perda de controle evidente foi conseguida, imediatamente ele acredita que pode ser a solução para a situação e que ele tem razão e não é o real problema do momento, que a pessoa em questão o teme, que sua reação foi e é uma clara demonstração de que ele é quem está certo no pleito. Por isso, a calma cheia de firmeza conseguida nas horas de "birra" faz mais do que falar.

Os pais devem dominar o temperamento do filho com firmeza, mas sem ira ou raiva, tom de voz alterado, agressividade ou palavras rudes. Ajudar a criança a extravasar com atividades sadias e dar-lhe a oportunidade de realizar e desenvolver atividades que ultrapassem sua capacidade para que perceba sua limitação e perca a ideia de que é onipotente.

O colérico respeita quem permanece firme e que não age com irritação. Calma cheia de firmeza é a solução. Lembre-se: FIRMEZA cheia de calma!

Jamais encolerize-se
Em geral, o que costuma acontecer com quem trata "gênios fortes" ou pequenos coléricos é se encolerizar junto com o pequeno, e isso é drástico.

Quando uma esposa de marido colérico, por exemplo, grita, chora e faz escândalo, o tal marido ganhou a questão. Ele no mesmo momento acredita que sua esposa é fraca e pode e deve ser ajudada a viver. Pensa que é seu dever ajudar aquela pessoa "descontrolada" a ganhar um pouco de equilíbrio (o colérico acredita que a maneira de ele enxergar a vida é a mais acertada) e aquela pessoa descontrolada e chorosa a sua frente "precisa dele". Tudo isso sem se dar conta de que a perda da razão da esposa foi PROVOCADA exatamente pelo temperamento colérico que ele possui.

A mesma situação se dá com os pais e filhos. Encolerizar-se com o filho colérico apenas agravará o problema e acentuará as características negativas do temperamento. Os pais devem usar mais a razão do que a emoção – e evitar a todo custo alterar-se.

Diga com calma e firmeza o que deve ser entendido e permaneça nessa posição de maneira que seja aquela a única opção que haja para o problema ser resolvido.

Evite chorar
O "gênio forte" ou colérico não administra muito bem o choro dramático de outras pessoas. Sente que o choro é sinal de fraqueza e diante do pranto aumenta sua ação colérica, pois ele mesmo só chora quando não aguenta mais e então se sente fraco.

Demonstre afetividade
A falta de afetividade natural do colérico o faz solitário e isso é algo terrível para ele, mas ele enfrenta a situação com mais agressividade ainda. Por isso, a necessidade de essa característica ser tratada desde cedo. Embora o colérico seja quase sempre "frio" e resistente a demonstrações de afeto, ele se mostra muito sensível quando entende que é falível e que não é onipotente.

Para ajudar o filho vencer esse traço, os pais devem demonstrar muito carinho e amor quando o filho aceitar, como também ajudá-lo a entender que isso é bom e agradável. Os pais devem demonstrar carinho um pelo outro na frente da criança sorrindo um para o outro de maneira prazerosa e constante.

É importante ensinar mais através do exemplo do que pela prática. Isto é, os pais devem mostrar como se faz carinho e como se demonstra afeto (sendo muito afetuosos entre si) e esperar até a criança decidir fazer carinho também.

Embora deva haver bastante demonstração de afetividade, é preciso cuidar para não confundir carinho com adulação ou mimo. A criança precisa perceber que a resistência por parte dos pais às suas atitudes negativas não se confundem com o amor que sentem por ela. Os pais podem e devem repetir muitas vezes que a amam e por isso estão empenhados em ajudá-la a agir corretamente.

Repita quantas vezes for necessário
A criança de temperamento difícil é mais propensa a resistir a orientação e por isso deve ouvir A MESMA orientação diversas vezes, centenas até. Essa constante intervenção paterna deve ocorrer sem que a criança perceba ou sinta que os pais estão cansados de tentar ajudá-la.

Vale lembrar que não se deve mudar a orientação pensando que por algum motivo a criança não entendeu (quando a criança não obedece, certamente foi porque está em processo ou é por birra. Dessa forma, “vence” a questão quem permanecer por mais tempo inflexível). Sendo assim, a criança precisa saber que aquilo que ela está ouvindo jamais vai mudar. Se mudar é porque não era tão certo assim e por isso, quem sabe, ela mesma estava certa em não atender os pais...

Para evitar o desânimo nas horas de crise, lembrem-se os pais o quanto seus próprios pais tiveram que repetir a mesma coisa até que finalmente tomassem a atitude correta!

O Céu se envolve nessa missão...
Queridos pais, vocês não estão sós na missão de treinar os filhos a vencer os traços negativos de seu temperamento. Vocês serão fortalecidos a cada dia para vencer essa batalha. O Céu se envolve com vocês. Creiam nisso. Aliados ao poder transformador de Deus, a vitória está garantida. Uma atmosfera de paz envolve os pais que oram. Mesmo na horas mais difíceis e mais desafiantes, a oração constante produzirá uma atitude de vencedores.

Por Maiza Dias Ribeiro
em especial para o Mãe Aprendiz - Vida Campestre

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Vídeo: Como podemos viver? (4)

"Enquanto apontamos ao pecador Jesus Cristo como Aquele que pode tirar o pecado, devemos explicar a ele o que é pecado e lhe mostrar a necessidade de ser salvo do pecado, não no pecado. Ele deve ser levado a sentir que deve cessar de transgredir a lei de Deus, e isso significa deixar de pecar." - Ellen G. White, Comentários sobre a Lição da Escola Sabatina, 2° Trimestre de 2014 (24/05), p. 60.

Será que Deus espera perfeição de nós? Se espera, que perfeição é essa? A Bíblia fala algo sobre isso? A perfeição é uma exigência ou um presente de Deus? Será que posso vencer todo e qualquer pecado que me aprisiona? Se sim, como? Será que a perfeição é necessária para a minha salvação? Será que a minha salvação é a coisa mais importante no grande conflito em que vivemos? A compreensão dessa doutrina adventista é crucial para que em breve, ainda aqui nesta Terra, estejamos de pé na presença de um Deus santo sem mediador (Ap 22:11-12 e O Grande Conflito, p. 425). Assista em oração.

Este é o QUARTO e ÚLTIMO sermão da série "Face a Face com o Verdadeiro Evangelho". Para assistir aos outros sermões da série,
 clique aqui.



Para assistir a outros vídeos do Pr. Dennis Priebe legendados, clique aqui.

O Pr. Dennis Priebe é evangelista do Amazing Facts e pastor ordenado da Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Como é sua vida no campo?


Vista do nosso sítio
Recentemente, uma família interessada em viver no campo pediu que respondêssemos algumas perguntas a fim de ajudá-la no processo de mudança. Se você também compartilha desse desejo, leia a seguir nossas respostas:

Quais são as suas dificuldades em viver no campo?

As dificuldades são infinitamente pequenas diante das imensas bênçãos recebidas, mas elas existem sim. Entre elas, a instabilidade de energia elétrica e internet (qualquer chuva interrompe o acesso), dificuldade de locomoção na época de chuva (caso o carro não for 4x4) e necessidade de organização das compras (não dá pra ir ao mercado toda hora, por isso é preciso planejamento). Para nós, essas dificuldades nem contam diante de tantas outras dificuldades que tínhamos na cidade...

Quais seriam as orientações que vocês dariam a uma pessoa que quisesse viver no campo hoje?

1. Restaurar o altar da família (culto familiar), caso não seja o costume da família;

2. Não mudar sem antes aceitar e dar passos firmes para a reforma de saúde;

3. Liquidar qualquer dívida que ainda possua (financiamento, parcelamento, etc.) a fim de ir para o campo sem preocupação de conseguir dinheiro para saldar dívidas deixadas para trás;

2. Simplificar ao máximo a vida hoje mesmo. Cortar gastos desnecessários, livrar-se de mobiliário em excesso e tudo mais que estiver "sobrando". Ficar com o que for realmente necessário;

3. Conversar e conhecer outras famílias que já fizeram a mudança;

4. Organizar-se para adquirir equipamentos básicos para o campo (bota, enxada, pá, lanterna, etc.) e livrar-se de equipamentos totalmente dispensáveis no campo (TV, DVD, etc.).

5. Pedir orientação a Deus e buscar informações quanto às melhores condições de ambiente rural. Não adquirir imóvel logo de cara, mas alugar uma chácara ou sítio primeiro, mesmo que se tenha dinheiro ou imóvel na cidade à venda. O aluguel permitirá a família amadurecer, conhecer melhor a vida no campo, identificar melhor o que é necessário em um sítio e ter tempo para procurar com calma uma propriedade ideal. O aluguel rural é em geral muito barato.

Para orientações mais detalhadas, clique aqui, aqui e aqui.

Quais seriam as preocupações que deveríamos ter ao fazer essa mudança?

A maior preocupação que as pessoas têm ao ir para o campo é o sustento e a escola para os filhos. Mas para cada caso, Deus tem uma solução personalizada. Gravamos várias entrevistas com famílias que tomaram a decisão de ir para o campo e disponibilizamos em nosso blog. Há soluções para famílias com ou sem dinheiro algum, com filhos pequenos, adolescentes ou jovens, com emprego ou sem emprego. É inacreditável o que Deus tem operado por aqueles que decidem obedecer a esse chamado. Clique nos nomes abaixo para conhecer em detalhes o testemunho de outras famílias que deram esse passo:

Quais são as possíveis diferenças entre o sonho e realidade?

Muitos acham que a mudança para o campo solucionará todos os problemas que enfrentam na cidade, seja conjugal, familiar, financeiro ou pessoal. Dão esse passo sonhando com uma vida de muita felicidade imediata e solução rápida para seus problemas. Mas a realidade é que no campo temos a chance de enxergarmos melhor quem realmente somos e enfrentarmos nossos mais íntimos problemas face a face. A diferença é que agora, em meio à natureza, simplicidade de vida e maior proximidade com Deus, temos a chance de realmente superar passo a passo esses problemas e não mais mascará-los como em geral se faz na vida corrida e insana das cidades.

Costumamos dizer que o primeiro ano no campo é o ano mais difícil de todos. É um ano de adaptação em todos os sentidos. Sair da cidade é bem mais fácil do que tirar a cidade de dentro de nós. E a experiência do primeiro ano no campo é exatamente essa - começar a tirar a cidade do nosso coração. Adaptar ao novo estilo de vida, ao novo ritmo, às novas prioridades. Não é à toa que os que desistem da vida no campo o fazem durante o primeiro ano. No primeiro ano muitos relatam (inclusive nós) enfrentar duras provas e tentações, mas que se vencidas no temor e paciência de Deus se mostrarão mais tarde verdadeiras bênçãos.

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